
Mesmo na estação que deveria ser a mais fria do ano, Curitiba atingiu ontem a maior temperatura do inverno desde 1997, 30,8°C, ultrapassando a de quarta-feira, que foi de 30,5°C. Elas são decorrentes da massa de ar seco que cobriu todo estado na última semana e deixou a cidade abafada. A umidade relativa do ar permaneceu baixa, 27%, situação crítica, mas que deve se reverter a partir de hoje, quando uma massa de ar frio atinge todo Paraná. De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, isso é bastante característico do mês de setembro e nos últimos dois anos o aumento de temperatura aconteceu de forma semelhante.
Segundo o meteorologista do Simepar, Samuel Braun, 2007 registrou médias mais altas que 2008, e o que ocorreu é o chamado veranico, que neste ano se repetiu com mais frequência que nos anteriores. "Isso pode estar relacionado com o fênomeno La Niña, mas ainda não podemos afirmar com certeza", comenta. Com pouca umidade e muito calor, o risco de incêndio estava bastante alto, assim como a incidência de algumas doenças. "Isso deve melhorar um pouco com a frente fria, que deixa o tempo instável na maioria das regiões do Paraná e traz mais umidade", diz o meteorologista André Oliveira, do Instituto Climatempo.
Outras cidades do Paraná também registraram altas temperaturas na quinta-feira, como Cianorte, no Noroeste, que atingiu 36°C. "Esse tempo é bem característico do tipo da massa de ar que predomina no Paraná. Setembro é tradicionalmente um mês de transição e esse calor intenso com pouca chuva é normal", explica Braun.
As temperaturas mínimas hoje podem chegar a 13°C em Curitiba, 14°C em Paranaguá, 16°C em Londrina, 18°C em Maringá e Foz do Iguaçu e 17°C em Cascavel.



