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Lixo

Curitiba venceria com inclusão de catadores

Parque de Reciclagem do Pinheirinho: organização e infraestrutura | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Parque de Reciclagem do Pinheirinho: organização e infraestrutura (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

A metodologia da pesquisa pode explicar o resultado alcançado por Londrina, de acordo com a prefeitura de Curitiba. Segundo a coordenadora da Resíduos Sólidos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Oliveira Dias, os números apresentados pela capital paranaense na pesquisa Ciclosoft referem-se apenas à coleta seletiva formal – estima-se que os catadores de papel, em Curitiba, sejam responsáveis por cerca de 92% do total de lixo reciclável recolhido.

"Se somarmos a coleta seletiva formal e informal, Curitiba continua sendo a cidade que mais recolhe material reciclável", diz Marilza. Em Londrina, os sistemas de coleta seletiva formal e informal são integrados. Assim, os dados apresentados na Ciclosoft referem-se à quantidade total. Para Marilza, só seria possível comparar as duas cidades se fosse utilizada a mesma base.

O técnico em projetos de pesquisa da Cempre, Ivo Milani, explica que a pesquisa não tem como objetivo a comparação entre as cidades e que os dados divulgados referem-se àqueles repassados pelos próprios municípios. "A regra geral é que os dados são da coleta formal", diz. Segundo ele, um sistema adequado de coleta seletiva, mesmo que feito por catadores, tem de contar com a presença do poder público municipal.

Curva

De acordo com Marilza, a queda na quantidade de material reciclável recolhido em Curitiba, de 1999 a 2006, mostrada pela pesquisa, é explicada pelo pico verificado em 1999. Segundo ela, como efeito da implantação do Plano Real, houve aumento ao acesso de bens de consumo e uma maior geração de lixo naquele ano.

Já o incremento da coleta seletiva em Curitiba, entre 2006 e 2008, é explicado, segundo Marilza, pelos esforços de educação ambiental, principalmente com a retomada da campanha do "Lixo que Não é Lixo", em 2006. Além disso, mais recentemente, a crise econômica provocou queda dos preços de materiais recicláveis, fazendo com que parte dos catadores abandonassem a atividade. Com isso, segundo Marilza, estaria sobrando mais lixo reciclável para ser recolhido pelos caminhões da prefeitura, na coleta seletiva formal.

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