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O advogado Elias Mattas Assad, que representa a médica Virgínia Helena Soares de Souza, divulgou, no início da noite desta quarta-feira (6), um memorial em que aponta supostas falhas no relatório que apura as mortes de pacientes ocorridas no Hospital Evangélico de Curitiba. Em duas páginas, o documento lista dez erros que teriam sido cometidos ao longo das investigações.

"Demonizaram os médicos em confessado crime de ‘falsa perícia’", consta do texto. A afirmação faz referência a um erro na transcrição das gravações – feitas a partir de autorização judicial – em que o perito consignou a expressão "assassinar" em vez de "raciocinar", como a médica Virgínia realmente teria dito.

Assad alega que as escutas telefônicas foram deferidas pela Justiça com base no depoimento anônimo de um "denunciante calunioso". Em seguida, o advogado levanta suspeitas quanto aos denunciantes, que, segundo ele, têm processos pendentes contra o Evangélico. "No inquérito, considerou-se apenas o que disseram os conluiados, sem conhecimentos técnicos de UTI", afirmou o advogado.

A partir disso, a defesa avalia que as denúncias provocaram "uma paranoia coletiva, com uma ‘corrida de pessoas’ para registrar supostos crimes contra familiares que por aquela UTI passaram". Com isso, Assad diz que a polícia tomou depoimentos como "verdades absolutas" e que "enceguecidos pela insânia, não provaram o essencial: ‘existência de fato criminoso’ e sua ‘materialidade’".

O memorial aponta ainda supostas falhas que teriam sido motivadas por falta de conhecimento da autoridade policial ou pela falta de laudos periciais. O memorial foi anexado ao inquérito.

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