São Paulo A delegada da Polícia Civil Cíntia Tucunduva Gomes, durante seu depoimento, desmontou a nova versão apresentada pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos para a morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, e ressaltou a frieza com que Suzane, filha das vítimas, teria se comportado nos dias seguintes ao crime.
Segunda-feira, Daniel disse que apenas ele golpeou o casal, inocentando o irmão. Cíntia, que atua no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse "desacreditar" da nova versão. Para ela, seria impossível que Manfred fosse golpeado sem que Marísia tivesse esboçado uma reação.
Ela relatou ainda que Daniel foi quem demonstrou mais nervosismo durante a reconstituição do crime, feita dias após a prisão dos três. No momento em que era realizada a reconstituição dos golpes, ele "passou mal e ficou profundamente abalado", segundo a delegada. Réu e policiais tiveram que reunir-se em um dos banheiros da casa e fazer uma oração, para que ele se acalmasse e pudesse continuar.
No relato, Cíntia disse ter ficado abismada com a frieza demonstrada por Suzane durante os depoimentos no DHPP, ainda antes de sua prisão, e durante a reconstituição. "O estado de espírito dela foi de frieza desde o dia da morte até o dia da prisão."
De acordo com ela, após ter confessado o crime, Suzane escovou os cabelos e perguntou a Daniel se estava bonita, antes de ser fotografada e fichada no DHPP.



