Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Jacarepaguá

Demolição do autódromo gera protestos no Rio

A área localizada em Jacarepaguá (zona oeste) dará espaço para a construção do Parque Olímpico para os Jogos de 2016

A iminente demolição do autódromo no Rio de Janeiro tem gerado polêmica entre os amantes e entusiastas do automobilismo. Neste sábado (25), um grupo deles protestou contra a sua derrubada, prevista para o final do ano. A área localizada em Jacarepaguá (zona oeste) dará espaço para a construção do Parque Olímpico para os Jogos de 2016. Faixas com os dizeres "O Rio não pode ficar sem autódromo. Não deixe o automobilismo morrer" foram expostas por manifestantes que exigem melhorias no Autódromo Nelson Piquet, que desde maio já não pode marcar mais eventos na agenda.

"Somos um grupo de entusiastas do automobilismo que depende do autódromo. Isso aqui é um patrimônio da cidade. O autódromo está funcionando, mas não podemos marcar atividades. Nossa reivindicação é manutenção do autódromo, que ele fique onde está e que se adapte o projeto de construção do Parque Olímpico", disse Andre Buriti, um dos mobilizadores do protesto, que luta há seis anos pela causa do autódromo. A categoria dos pilotos, que se reuniu no movimento "SOS Autódromo", critica que ninguém foi consultado sobre a transferência para uma área em Deodoro. Os pilotos reclamam de falta de diálogo com as autoridades.

Segundo Buriti, o terreno militar aonde será construído o novo autódromo é inadequado, além de ser uma área de preservação ambiental. "Deodoro é inviável, é possível adaptar o projeto do Parque Olímpico", argumenta.

O piloto carioca Adolfo Craveiro, 56, que há mais de 30 anos participa de corridas, lembra que viveu momentos emocionantes na carreira. "Esse autódromo tem história das corridas do Nelson Piquet e das vitórias de Ayrton Senna. Velocidade é o que corre no nosso sangue", disse. Craveiro compareceu ao autódromo neste sábado para atender ao apelo contra a demolição do espaço. Os pilotos denunciam as precariedades que sofre o autódromo. Já tiveram até mesmo que fazer mutirões de limpeza para varrer a pista e cortar o mato. Craveiro admite que o autódromo precisa de manutenção. Apesar de sediar eventos esporádicos, as instalações são precárias. "A arquibancada está bem deteriorada, precisa de limpeza. Temos competições em que falta até água, os boxes estão abandonados, e falta até luz", afirmou. Desde maio, os pilotos não podem mais agendar eventos de automobilismo. Neste ano, ocorreram apenas eventos que já estavam marcados previamente, como a Stock Car, em agosto, e edições do Track Day para pilotos iniciantes. O último foi em julho e reuniu 120 carros competindo e um público de cerca de 4.000 pessoas. No final do ano, ainda está previsto um campeonato carioca.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.