O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) protocolou nesta quarta-feira na comissão mista de controles das atividades de inteligência do Congresso Nacional o requerimento de uma audiência pública para verificar a utilização de grampo telefônico pelo governo do Paraná. O deputado pede a presença do delegado Sérgio Inácio Sirino, coordenador do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil do Paraná, e do corregedor e ouvidor geral do estado, Luiz Carlos Delazari.
De acordo com Hauly, os dois detém o controle de informações privilegiadas de grampos telefônicos com autoridades do Paraná, com a justificativa de investigação coordenada pelo gabinete do secretário de Corregedoria e Ouvidoria do Paraná. O programa Guardião, adquirido pelo governo do estado, seria utilizado para controle de informações da segurança pública.
"Recebemos inúmeras denúncias de grampo ilegal. Estão brincando de Deus", disse Hauly. O deputado suspeita que os grampos começaram a ser feitos em 2003, no início do governo de Roberto Requião.
Defesa
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, por meio de nota, que o Guardião é um sistema tecnológico de interceptação telefônica "totalmente à prova de fraudes, sendo impossível realizar qualquer tipo de escuta ilegal". Segundo a secretaria, as operações realizadas são todas fundamentadas na lei e autorizadas pela Justiça. "As conjecturas do deputado são absolutamente infundadas", diz a nota.



