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Investigação

DNA comprova que ossos são de garotas desaparecidas

Um ano após as ossadas serem encontradas, exame confirma morte de garotas | Dirceu Portugal/Gazeta Maringá
Um ano após as ossadas serem encontradas, exame confirma morte de garotas (Foto: Dirceu Portugal/Gazeta Maringá)

As ossadas encontradas em um colégio de Campo Mourão, na Região Centro-Oeste do estado, no ano passado pertenciam de fato às estudantes Dimitria Laura Vieira, 15 anos e Iara Pa­­che­­co de Oliveira, 19, desaparecidas desde 2008. A confirmação foi dada na tarde de ontem pelo Instituto de Criminalística, em Curitiba, que divulgou o resultado dos exames de DNA.As duas foram mortas pelo zelador do Colégio Estadual Vinicius de Moraes, onde estudavam. Os crimes ocorreram entre julho e novembro de 2008.

O acusado de cometer os homicídios, Raimundo Gregório da Silva, de 50 anos, está preso na Delegacia de Campo Mourão desde agosto do ano passado. Na ocasião, ele confessou ter matado as jovens com golpes de marreta, enterrado os corpos na horta da escola e incinerado os ossos, que foram jogados em uma fossa. No entanto, seu julgamento ainda não ocorreu porque o DNA dos ossos encontrados não havia sido confirmado.

De acordo com o delegado-adjunto da 16.ª Subdivisão de Polícia, José Aparecido Jacovós, com o resultado, Silva poderá responder por duplo homicídio qualificado e ser condenado a 60 anos de prisão. O restante do material qserá devolvido para a família.

Longa espera

Mais de um ano se passou desde que as ossadas das estudantes foram encontradas dentro de uma fossa, em uma escola no conjunto Cohapar. Sem os laudos, as famílias não podiam enterrar os ossos.

Segundo o Instituto de Crimi­­nalística, os ossos foram encaminhados para análise em outubro de 2010, mas por falta de recursos para compra de reagentes, os exames tiveram início em dezembro.

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