A contaminação pelo chumbo é apontada por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) como o maior problema ambiental do estado. O professor Guilherme Albuquerque, da área de saúde comunitária da instituição, é um dos responsáveis pelas denúncias recentes mostrando que a exposição ao produto ainda é um problema grave em Adrianópolis. "Isso foi uma tragédia, ainda é e continuará sendo se nada for feito. O ideal seria fazer como foi feito em Chernobil." Ele diz que a radiação é mais aguda e mobiliza mais a população, mas o correto em Adrianópolis seria mesmo remover a população.
Para Albuquerque, a dificuldade está principalmente no fato de que a população não tem uma exposição aguda ao chumbo. Por isso, os problemas de saúde demoram a aparecer e são difíceis de detectar.
A coordenadora da organização não-governamental Centro de Estudos, Defesa e Educação Ambiental (Cedea), Laura Jesus de Moura e Costa, concorda que o chumbo é um dos maiores problemas ambientais do estado. Tanto que foi a entidade quem pediu a reabertura da ação contra a Plumbum. "A questão talvez não seja a extensão e abrangência, mas a gravidade e os efeitos para o ser humano", diz Laura.
O promotor Robertson Fonseca de Azevedo, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, explica que a questão de Adrianópolis é uma das maiores preocupações do Ministério Público Estadual, embora existam outras. O MPE se engajou na ação contra a Plumbum porque o município desistiu da ação com a justificativa de que procuraria uma solução administrativa.



