Curitiba O candidato José Maria Eymael (PSDC) foi o primeiro dos quatro presidenciáveis que reservaram espaço nas agendas para vir a Curitiba nesta semana. Em sua visita à capital, ontem, o candidato atacou o atual governo e defendeu a criação de um ministério de Segurança Pública e a redução de carga tributária.
O candidato do PSDC caracterizou o processo eleitoral como "desigual" e acusou o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, de "uso da máquina" do governo. "Hoje os jornais estão colocando que a 19 dias das eleições o presidente baixa um pacote habitacional. Por que não fez isso antes? O processo (eleitoral) nos moldes de hoje é completamente nocivo. É desigual, o presidente não só não precisou se afastar do cargo como fica no cargo, com a caneta na mão", afirma.
Carga tributária
Durante a visita, Eymael defendeu a reformulação do sistema de cobrança de tributos. Segundo o candidato, o modelo de carga tributária atual prejudica o pequeno empreendedor. "Do jeito que está hoje, o Brasil não cresce. Precisamos fazer uma mudança radical no modelo tributário do país", afirma. Uma das soluções propostas pelo candidato seria a ampliação da base de cobrança dos tributos e a redução do valor dos impostos. Outra medida defendida por Eymael é a redução do número de impostos. "Hoje temos vários tributos para propriedade, sobre os produtos. Vamos reunir os parecidos em um só. é preciso ainda simplificar a contribuição acessória", afirma. Para alavancar o crescimento do país, o presidenciável defendeu o investimento no turismo como gerador de empregos para impulsionar a economia do país, uma nova análise do pacto federativo e o investimento nas vocações regionais na infraestrutura do país. "Hoje as nossa estradas estão destroçadas, o modelo ferroviário esta abandonado e os portos sucateados", atacou.
Outra bandeira do candidato é um novo modelo de segurança pública no país, com a criação de um ministério específico para a Segurança Pública e uma "reforma drástica do sistema prisional brasileiro". Segundo ele, os presídios "são masmorras medievais. Quem entra lá sai com um upgrade no crime".



