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recurso

Em habeas corpus no STF, Carli Filho tenta suspender júri

Julgamento está marcado para janeiro de 2016. Ex-deputado é acusado de matar dois jovens em ocorrência de trânsito

  • Diego Ribeiro
  • Atualizado em às
 | Marcelo Elias - Agência de Notíc/Marcelo Elias - Agência de Notíc
Marcelo Elias - Agência de Notíc/Marcelo Elias - Agência de Notíc
 
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Está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, recurso impetrado pela defesa do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho. O ex-deputado é acusado de matar dois jovens em um acidente de trânsito em 2009. O habeas corpus, protocolado no dia 30 de novembro, pede, novamente, a suspensão do júri popular do ex-parlamentar, marcado para os dias 21 e 22 de janeiro de 2016. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP), a expectativa é que o ministro julgue o HC entre hoje e esta terça-feira (7). Já tramitava no STF um recurso extraordinário com agravo.

De acordo com o MP, a nova tentativa, no entanto, tem o mesmo argumento de outro HC negado no final de novembro no Superior Tribunal de Justiça, a menção de provas ilícitas na denúncia oferecida pelo MP e na pronúncia da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. No começo de 2014, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná reafirmou decisão que considerou nula o exame que apontou a concentração de álcool de 7,8 decigramas por litro de sangue do Carli Filho no dia do acidente.

Na mesma decisão, o TJ determinou que essas menções fossem retiradas dos autos. A defesa do ex-deputado acredita que é também preciso desentranhar as citações da denúncia e pronúncia. Nelas, as referências ao teor de álcool foram apenas riscadas, assim como determinou especificamente o TJ. O argumento é que o simples riscado ainda possibilita ler a referência o que poderia influenciar o júri.

No dia do sorteio dos jurados da segunda quinzena de janeiro da 2ª Vara do Júri – de onde serão também sorteados os juízes populares que julgarão Carli Filho -, o assistente de acusação do caso, Elias Mattar Assad, afirmou que desentranhar da denúncia e da pronúncia não faz diferença, pois o ex-deputado confirmou que bebeu antes de dirigir durante seu depoimento à Justiça.

O advogado de defesa, responsável pelos recursos em Brasília, Gustavo Scandelari, foi procurado pela reportagem no escritório do professor René Dotti, onde trabalha. Ele está na capital federal no momento e até agora não retornou a ligação.

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