Dona do maior parque de produção de óleos vegetais do país, a Imcopa é também a maior esmagadora de soja de capital 100% nacional. Criada há 40 anos, em Ponta Grossa, a empresa mantém sua sede em Araucária e tem várias filiais no interior do estado. Compra cerca de 2 milhões de toneladas de soja por ano (pouco menos de 20% da safra paranaense) para processar ou revender. Seu faturamento anual é de aproximadamente US$ 700 milhões.
A Imcopa também ocupa posição de destaque no comércio exterior: nos últimos três anos, a empresa esteve sempre entre as 20 maiores exportadoras paranaenses. De janeiro a março, exportou US$ 52,8 milhões, com crescimento de 96% em relação ao primeiro trimestre de 2006. Recentemente, a empresa adotou medidas para profissionalizar sua gestão e reestruturar suas dívidas. A intenção dos diretores é que, daqui a quatro ou cinco anos, a Imcopa ingresse na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A empresa investiu em expansão nos últimos anos, apostando em produtos diferenciados e com boa aceitação na Europa como o farelo produzido a partir de soja não-transgênica rastreada, cujo preço é mais alto que o do farelo convencional. Desde o ano passado, concentra esforços no álcool de soja, produto que hoje é usado no processo produtivo da empresa para a retirada de açúcar dos grãos , mas que pode vir a ser vendido para as indústrias farmacêutica e de bebidas. A capacidade de produção de álcool de soja está sendo ampliada, para cerca de 70 mil litros por dia.
Em Araucária, a empresa tem 348 funcionários e quatro unidades industriais (todas elas paralisaram suas atividades ontem após o acidente). Uma delas, que produz óleo e farelo, esmaga cerca de 2,2 mil toneladas de soja por dia. A segunda, onde ocorreu o acidente, processa cerca de 500 toneladas diárias de farelo, transformando-o em concentrado de proteína (300 toneladas por dia), melaço (150 toneladas) e álcool de soja (7 mil litros). As outras duas unidades servem para o refino do óleo e para a produção de lecitina de soja.



