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São José dos Pinhais

Encontrado corpo de adolescente desaparecida após assalto a pesque-pague

Investigador observa manilha onde o corpo de Jéssica Picolo foi encontrado | João Varella/Gazeta do Povo
Investigador observa manilha onde o corpo de Jéssica Picolo foi encontrado (Foto: João Varella/Gazeta do Povo)
Jéssica Picolo sonhava em ser modelo |

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Jéssica Picolo sonhava em ser modelo

Foi encontrado por volta das 16h desta segunda-feira (19) o corpo da adolescente Jéssica Picolo, 13 anos. Ela estava desaparecida desde a noite de sábado (17) após um assalto a um pesque-pague em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Análise preliminar do Instituto de Criminalística aponta que a vítima sofreu abusos sexuais.

Voluntários que participavam da busca localizaram o corpo da garota numa chácara a pouco mais de três quilômetros do estabelecimento de onde Jéssica foi levada. O corpo estava escondido numa manilha com cerca de 1 metro de diâmetro, que escoa água de um tanque, e estava ocultado por vegetação. Ciro Correia, amigo da família que participava das buscas, percebeu rastros de alguém descalço sendo arrastado em frente a obra em que os suspeitos do crime trabalhavam como pedreiros e passou a fazer buscas nas imediações, encontrando o cadáver.

Membros do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) resgataram o corpo de dentro da manilha por volta das 17h30. A arma do crime ainda não foi encontrada. Cerca de 40 pessoas, entre familiares, amigos da família, vizinhos e curiosos, acompanharam o resgate. "Apesar de 27 anos de trabalho, estou revoltado, pois era uma criança, indefesa, não incomodaria ninguém", afirmou o sargento Francisco Carlos Brasil Soares, do GOST.

Jéssica Picolo foi sequestrada e morta depois que assaltantes roubaram o pesque-pague Picolo em que ela trabalhava e morava junto com a família, por volta das 21h de sábado (17). A mãe de Jéssica, Marilize Picolo, de 46 anos foi morta no local com facadas na região do pescoço.

No horário do crime, Idelino Picolo, o pai de Jéssica, vai diariamente até um ponto de ônibus buscar a irmã mais velha de Jéssica, que trabalha em Curitiba. Ele ficou ausente por cerca de 20 minutos.

Preso e detido

Dois homens, um adolescente de 17 anos e um adulto de 36, foram reconhecidos e identificados após terem sido vistos com a menina horas depois do roubo. O adulto foi preso. O menor ficará detido em um educandário, de acordo com medida socioeducativa expedida pela Justiça nesta tarde. O adolescente, segundo a polícia, confessou que a menina teria sido levada para um matagal, mas acusou o comparsa de tê-la assassinado. O maior de idade, por sua vez, nega as acusações.

Segundo Idelino Picolo, pai de Jéssica, o adolescente era presença constante em seu pesque-pague. "Ele dizia que iria namorar minha filha. Eu, é claro, dizia que não. Ora, essa, uma menina de 13 anos namorando", disse Idelino. Segundo o pai de Jéssica, a menina reclamava, desabafando que "não aguentava mais" o cliente.

No dia do crime, a dupla teria ido ao pesque-pague. A principal hipótese da motivação dos assassinatos é que as duas vítimas tenham reconhecido o criminoso.

A violência

Segundo a perita do Instituto de Criminalística Clélia Fila Hamera, o corpo de Jéssica apresenta sete perfurações possivelmente provocadas por arma branca e sinais de estrangulamento. As roupas da vítima foram encontradas do avesso, o que indica, de acordo com a perita, abuso sexual.

A perita também analisa duas pegadas pequenas, possivelmente de Jéssica, em um matagal nas imediações do tanque. "É provável que ela tenha sido trazida a força até aqui [o tanque onde foi encontrada] e esfaqueada. Seria difícil eles arrastarem o corpo dela por tanto tempo em uma área de vegetação tão densa", estima a especialista.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve ser emitido em até 30 dias com análises mais completas.

Jéssica deixa dois irmãos mais velhos e o pai. O sonho da garota era ser modelo - uma agência do ramo já contava e oferecia fotos dela para interessados.

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