
A prioridade da educação tem de ser Matemática, Português e Ciências, segundo o ministro de Educação, Aloizio Mercadante, que iniciou ontem a programação do Salamundo 2013, encontro internacional de educação que ocorre em Curitiba. Para o ministro, cultura e esportes são importantes e ajudam a formação da criança, mas é preciso olhar com atenção as matérias prioritárias. "Não dá para colocar três horas a mais na escola para a criança ter apenas capoeira, aprender a fazer bolo ou se divertir. Precisamos de foco e neste ano a Prova Brasil já inclui Ciências ao lado de Matemática e Português", lembrou.
Mercadante destacou a divulgação recente do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios brasileiros, ao afirmar que, diferentemente do que tem sido divulgado, que a educação trava o IDH, foi o desempenho na educação que favoreceu o aumento do índice no Brasil. Mas afirmou que muito ainda precisa avançar."A educação ainda não está no patamar que queremos e temos de manter o ritmo. Os indicadores mostram que tiveram um salto, mas não medem qualidade", afirmou.
Tecnologia
A meta de ter todas as crianças com mais de 4 anos na escola até 2016 e 50% das crianças na creche também foi lembrada pelo ministro. Segundo ele a educação infantil também foi contemplada com aumento de 67% no valor da merenda escolar. "É um forte estímulo a essa etapa, que forma habilidades cognitivas indispensáveis ao processo de evolução na vida da criança e temos de fazer um grande esforço nessa direção", disse.
"O aluno já é digital, nós somos analógicos e o Estado brasileiro é cartorial", afirmou o ministro ao divulgar a ação do governo de distribuir tablets aos professores e defender que escolas devem estar bem preparadas para usar novas tecnologias. "Nossos tablets têm conteúdo pedagógico e projetor digital wi-fi para criar um ambiente de internet em sala de aula. Começamos pelo professor, pois se começamos pelos alunos que já são digitais o professor é atropelado", disse.
Enem
A próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve recorde de inscritos e contará com o dobro de examinadores e supervisores também foi abordada pelo ministro, que ressaltou o exame como transparente e rigoroso e importante ferramenta para repensar o ensino médio. "Precisamos de um currículo que não seja uma enciclopédia. Temos de articular e integrar melhor o conteúdo do ensino médio a partir do Enem", afirmou.



