Os 14 alunos de Medicina acusados de promover uma confusão dentro de um hospital em Londrina vão se formar hoje, amparados por uma decisão judicial. Na semana passada, eles foram impedidos pela Reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) de colar grau junto com seus colegas de turma.
A decisão favorável aos alunos veio da 5ª Vara Cível de Londrina. O juiz Mario Nini Azzolini acatou o argumento da defesa dos estudantes de que não é possível identificar com precisão nas imagens das câmeras de segurança, quem são os jovens envolvidos na confusão.
A bagunça promovida pelos estudantes ocorreu dentro do Hospital Universitário de Londrina, ligado à UEL. Um grupo de aproximadamente 40 alunos comemorou o fim do curso com gritaria e até soltando um rojão dentro do prédio.
Primeiramente os estudantes tentaram reverter a decisão na sexta-feira passada, para tentar participar da cerimônia de formatura junto com os outros alunos da turma. Mas o próprio Azzolini não analisou o pedido dos estudantes. Ele afirmava que o mandado de segurança impetrado não era o instrumento adequado para recorrer da decisão da UEL, de suspender a formatura dos estudantes.
Segundo o advogado Antonio Amaral, defensor dos formandos, o juiz determinou pagamento de multa diária de R$ 500 mil pelo descumprimento da decisão. A UEL, que foi notificada no início da tarde de ontem, anunciou que fará a colação de grau dos estudantes no anfiteatro do Hospital Universitário a partir das 17 horas de hoje.
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