Pelo fato de a habitação envolver altos custos, a maior demanda imediata por moradia vem das classes menos privilegiadas. Sob essa ótica, os atuais programas de habitação popular, como o Minha Casa Minha Vida, representam uma melhoria em relação a um período anterior. "Na década de 90, quando acabou o BNH [Banco Nacional da Habitação], houve uma interrupção dos financiamentos e ficamos sem recursos para a construção de conjuntos. Passamos a trabalhar só com lotes urbanizados", conta a diretora técnica da Cohab Curitiba, Teresa Oliveira.
Na capital, há ainda outra questão que afeta a construção de conjuntos habitacionais. A escassez de áreas levou a expansão urbana até o limite do permitido para a ocupação. "Temos discutido com o Ippuc [Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba] novas formas de viabilizar áreas para habitação social, mas o zoneamento atual impõe limitações para a produção de lotes", conta Teresa.
A saída encontrada, segundo ela, tem sido o adensamento das áreas, com a construção de mais apartamentos e menos casas. "Quando é programa de desfavelamento, de assentamento, temos trabalhado com sobrados e construções geminadas", explica.
No entanto, de acordo com a diretora, a metragem da área construída nesses conjuntos não acompanhou necessariamente a redução dos terrenos. Os padrões da Cohab para os chamados embriões residências de quarto, sala, cozinha e banheiro , construídas para casos de desfavelamento, eram de 23 m². "Hoje, as casas menores são de 28 m². O padrão de construção melhorou ou se manteve", afirma.
Além disso, Teresa lembra que, nos casos de lotes, a Cohab trabalha sempre com a possibilidade de ampliação do imóvel. "Temos uma equipe técnica que elabora projetos de ampliação para as famílias e já emitimos alvará simplificado, para depois ser regularizada a casa ampliada", afirma.



