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ambiente escolar

Escolas públicas contam com diferentes ações

Abrir as escolas aos finais de semana, discutir a temática da violência em sala de aula e chamar os pais para acompanharem o cotidiano escolar são ações desenvolvidas por instituições de ensino de Curitiba. Professores e diretores dizem que avançam na medida em que interagem com a comunidade e fazem programas de conscientização.

Entre as ações que mais se destacam está a transformação das escolas em espaços de integração durante o final de semana. Nesses moldes, o programa Comunidade Escola conta com ações de cultura, esporte, lazer, geração de renda e saúde em 87 das 179 escolas municipais de Curitiba. Luciano Martins de Oliveira, coordenador geral do programa, diz que 84% dos participantes consideram que a iniciativa contribui para a diminuição da violência na região onde moram, conforme pesquisa feita no final de 2010. "A criança ou mesmo o jovem estando na escola vai deixar de praticar atividade violenta", diz. "A comunidade passa a se conhecer melhor, as relações melhoram e gera uma certa rede de boa convivência."

No Colégio Estadual Emiliano Perneta, no Pilarzinho, a direção desenvolve um projeto de não violência desde 2004. Naquele ano, o carro da diretora, Sandra Phillipps, foi alvo de apedrejamento. A partir dali, ela resolveu agir e desenvolveu o projeto, que engloba reflexão em sala de aula e passeatas pela paz. O controle de entrada dos alunos também foi reforçado.

Neste início de 2011, no entanto, a iniciativa de prevenção ficou parada por conta da falta de professores, conta Sandra. Ela percebeu que os alunos ficaram mais apáticos, mas diz que em breve irá retomar as ações. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Edu­­cação afirma que houve uma reorganização interna por causa de mudanças de gestão.

Já o Colégio Estadual Profe­s­­sora Agalvira B. Pinto, em Arau­­cária, na região metropolitana, desenvolve projetos no contra turno escolar e oficinas e palestras no horário letivo. A secretária da escola, Lucimar de Fátima do Amaral Ramos, observa mudanças importantes. Em 2010, um aluno foi atingido por um tiro na cabeça dentro do colégio.

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