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Educação

Escolas terão aula e obra ao mesmo tempo

Em 11% dos colégios estaduais do Paraná, reformas não terminaram a tempo para o início do ano letivo. Em alguns casos, obras ainda nem começaram

Colégio Pedro Macedo, no Portão, em Curitiba: ampliação só deve estar concluída em abril. Enquanto isso, algumas turmas foram distribuídas para outras escolas | Daniel Derevecki/Gazeta do Povo
Colégio Pedro Macedo, no Portão, em Curitiba: ampliação só deve estar concluída em abril. Enquanto isso, algumas turmas foram distribuídas para outras escolas (Foto: Daniel Derevecki/Gazeta do Povo)

Parte do 1,4 milhão de estudantes da rede estadual de ensino encontrará suas escolas em obras, ou terá de estudar em outros espaços, quando voltar às aulas na próxima segunda-feira. Às vésperas do início do ano letivo, 11% dos 2.136 colégios estaduais estão passando por reparos, reformas e ampliações, segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed). De acordo com o superintendente de desenvolvimento da Seed, Lucia­no Mewes, o custo da maioria das construções está entre R$ 100 mil e R$ 500 mil e o período das férias não foi suficiente para a conclusão das obras. "Nestes casos, as obras são maiores e o tempo mínimo para a conclusão é de três meses", explica.

Algumas situações, no entanto, foram identificadas antes do início do recesso escolar. É o caso da Escola Estadual Misael Ferreira Araújo, em Mangueirinha, no Sudoeste do estado. Interditado por risco de desabamento do teto, o colégio passou por uma adequação emergencial para que os 856 alunos, que perderam duas semanas de aulas, conseguissem concluir o ano letivo. Em 2010, entretanto, os estudantes assistirão às aulas num pavilhão de exposições cedido pela prefeitura, que fica a 1,3 quilômetro da escola. A preocupação dos pais é que a situação se transforme de provisória para permanente.

Segundo Mewes, apesar de o estado ter investido R$ 160 mil na adaptação do pavilhão, a solução não é definitiva. De acordo com ele, nenhuma empresa participou da primeira licitação para a recuperação da escola porque ninguém na região trabalhava com o que estava previsto no projeto. O plano foi mudado e o governo percebeu que a reforma custaria tanto quanto uma nova unidade e optou pela construção de nova escola. "As obras começam no próximo dia 28", promete.

O superintendente explica ainda que a situação de Manguei­­rinha ajuda a mostrar o que ocorre com a maioria das obras e o que justificaria possíveis atrasos. "Além de problemas com as licitações, muitas vezes não conseguimos terrenos para a construção de escolas, ou por má vontade política dos prefeitos em desapropriar as áreas, ou porque as prefeituras realmente não têm dinheiro", diz. De acordo com ele, em ambos os casos o estado assume a desapropriação, só que com isso o processo demora ainda mais.

Muro

Em Londrina, o problema do muro do Colégio Estadual Vicente Rijo, na Avenida Juscelino Kubits­­chek, que ameaça cair, foi detectado em novembro de 2009, mas as obras para reparação ainda não começaram. Segundo o supervisor de edificações do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, Marcelo Vertuan Manganaro, a reforma não foi realizada porque o recurso não foi liberado e não há previsão de quando a obra será realizada. Manganaro informou que a situação não prejudicará o retorno às aulas, já que apenas o campo da escola foi isolado. "Orientamos que as atividades no local fossem suspensas para evitar qualquer risco para os alunos. Com isso, aulas de Educação Física foram transferidas para o ginásio do colégio", diz.

A ampliação do Colégio Pedro Macedo, no bairro Portão, em Curitiba, também só deve ser concluída em abril, de acordo com a diretora Deusita Cardoso da Silva. O colégio que atende estudantes do ensino fundamental, médio e pós-médio vai assumir também alunos da rede municipal em 2010. "Conseguimos atender os 3,5 mil alunos que já eram nossos. Outras 12 turmas precisaram ser atendidas por outras escolas. A distribuição dos alunos seguiu o sistema de georreferência", explica Deusita.

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