Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Curitiba e região metropolitana, nesta quarta-feira (28), pela Polícia Federal. O objetivo era desmontar uma quadrilha que fraudava benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No total, sete locais fizeram parte do alvo da operação seis em Curitiba e um em São José dos Pinhais, região metropolitana. Os documentos apreendidos durante a "Operação SOS", como foi denominada, serão analisados por técnicos da previdência.
Informações repassadas pela PF apontam que benefícios eram fraudados por meio da falsificação de documentos. Com as identificações forjadas, os supostos beneficiários com direito a pensões ou aposentadorias conseguiam se enquadrar nas exigências legais do INSS. A estimativa da PF é de que R$ 7 milhões em prejuízos tenham sido registrados aos cofres públicos desde 2005 nesse esquema.
A fraude só ocorria, segundo a PF, porque havia entre os membros da quadrilha este servidor do INSS. Até essa quarta-feira, 340 fraudes foram rastreadas, mas a expectativa é que um maior número seja detectado a partir da análise dos documentos recolhidos pela PF.
As investigações para chegar aos suspeitos começaram em janeiro deste ano, a partir de dados da inteligência do Ministério da Previdência Social. Os locais de atuação de seis intermediários do esquema estão na lista de mandados da PF desta quarta (28), assim como um funcionário do INSS que estaria envolvido nas fraudes.
No total, 27 policiais federais e sete servidores do Ministério da Previdência Social participaram da Operação na capital. O comando da operação foi da chefe da Delegacia de Crimes Previdenciários da PF, Priscila Fanini.



