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Estranho tremor assusta moradores de Maringá

Trabalhadores e moradores da periferia de Maringá (especialmente das proximidades PR-317) e da cidade de Paiçandu (a 5 quilômetros de Maringá) levaram um susto na noite de ontem. Um barulho seguido de tremor causou medo e depois curiosidade nas pessoas, que alegam que o chão tremeu durante aproximadamente três segundos por volta das 18h30.

"Foi muito rápido, como se fosse um estouro de pneu, só que mais forte", lembra o proprietário de um restaurante no Maringá Shopping de Calçados, Lázaro Moraes. Ele chegou a sair do estabelecimento para ver o que tinha acontecido e acreditou que poderia ser um acidente na rodovia que passa em frente ao restaurante. Moraes, que trabalha no local há nove meses, acha que o estouro pode ter sido causado por alguma pedreira da região. O setor de Relações Públicas do shopping atacadista informou que os lojistas ouviram o barulho e sentiram o tremor, mas nenhum dano foi causado nas lojas.

Quem também se assustou foi o comerciante Diogo Facina. Ele estava trabalhando em seu supermercado na Avenida Ivaí, em Paiçandu, quando ouviu o estouro. Apesar do barulho seguido do tremor, o empresário diz que não houve danos em seu mercado. Já os clientes interromperam as compras e foram para a rua tentar ver o que teria acontecido. "Acho que foi uma bomba", arrisca Facina.

O Corpo de Bombeiros de Maringá registrou 14 chamadas relacionadas ao caso. "Foram pedidos de explicação e vistorias técnicas", explica o tenente Marlon Pensak. "Ainda estamos avaliando os relatórios que foram feitos", completa. Os bombeiros acompanharam uma vistoria com técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em uma pedreira da região na tarde de ontem. O grupo acompanhou algumas detonações de explosivos, mas não chegou a nenhuma conclusão, apesar da suspeita. Foram tiradas fotografias do local e os técnicos devem entrar em contato com geólogos em Curitiba nos próximos dias para trocar informações.

Nem a Defesa Civil e nem a Universidade Estadual de Maringá (UEM) registraram qualquer dado sobre um possível abalo sísmico. A reportagem da Gazeta do Povo também entrou em contato com pedreiras situadas na região entre Maringá e Paiçandu, mas nenhuma atividade que caracterizasse o tremor foi confirmada.

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