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Curitiba

Estudo de defesa da médica acusada de antecipar mortes no Evangélico é finalizado

O advogado da médica Virgínia Helena Soares de Souza declarou que “quem viver, testemunhará o maior erro acusatório da história do Brasil”

O estudo da defesa da médica Virgínia Helena Soares de Souza, acusada de abreviar a vida de sete pacientes internados na UTI do Hospital Evangélico entre 2006 e janeiro deste ano, foi concluído, afirmou nesta sexta-feira (14) o advogado Elias Mattar Assad, que responde pela defesa de Virgínia. A informação foi divulgada na página do advogado no Facebook.

De acordo com o Assad, para finalizar o estudo, foram confrontados os procedimentos constantes dos prontuários de cada paciente – os mesmos utilizados pela Polícia Civil para elaborar o inquérito policial – com a literatura médica especializada.

"A defesa atuará como um britador, destruindo a solércia!!! Quem viver, testemunhará o maior erro acusatório da história do Brasil", escreveu o advogado.

Em entrevista concedida por telefone à reportagem, Assad disse que o principal motivo que levou à acusação de Virgínia e outras sete pessoas ligadas ao HE foi a interpretação errônea das informações contidas nos prontuários analisados no processo. Segundo o advogado, todas as anotações feitas pela médica nos documentos estão de acordo com os protocolos nacionais de medicina.

"Esta acusação foi levada de maneira forçada pra a justiça criminal. Virgínia, naquela UTI, apenas praticou a medicina intensiva", disse.

Denúncia

No dia 11 de março, oito pessoas, entre elas a médica Virgínia de Souza, foram denunciadas criminalmente à Justiça pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por mortes de pacientes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico de Curitiba. Seis deles são funcionários do hospital e foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e sem chances de defesa às vítimas) e formação de quadrilha. Outras duas pessoas foram denunciadas apenas pelo crime de quadrilha.

Quatro dias depois, a Justiça aceitou a denúncia do MP-PR. O caso corre em segredo de Justiça.

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