O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, foi lembrado, nesta segunda-feira (18), com várias atividades em Curitiba. A Fundação de Ação Social (FAS) realizou um seminário sobre o enfrentamento da violência sexual. No início da tarde, uma manifestação, organizada pelos Conselhos Tutelares, percorreu as ruas centrais de Curitiba.
Os conselheiros tutelares das nove regionais do estado se reuniram na Boca Maldita, no centro da capital às 13 horas. Entre as atividades realizadas, houve relatos de histórias e sensibilização da comunidade sobre a importância de denunciar o abuso sexual. Os relatos foram feitos de forma lúdica, com histórias infantis. Cerca de 40 manifestantes se dirigiram até a Câmara Municipal, distribuído panfletos informativos. Os manifestantes pretendiam entregar uma carta pedindo maior atenção as políticas de proteção a criança e ao adolescente.
Pornografia, ciberbullyng e as consequências da violência para as crianças e seus familiares são alguns dos temas que foram discutidos no Seminário Municipal de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes. O evento reuniu cerca de 380 pessoas.
"O tema precisa ser debatido com todos os profissionais que atuam com crianças e adolescentes, os quais serão multiplicadores de informações para a prevenção e denúncia de crimes relacionados à internet", disse o Diretor de Proteção Social Especial da FAS, Adriano Guzzoni.
Dicas
Hedi Muraro, coordenadora da Rede de Proteção à Criança e Adolescente, afirmou que, para a criança e o adolescente estejam seguros, proibir o uso da internet não é a melhor solução. "O correto é uma boa conversa, boas explicações e orientações, para que a criança saiba como agir em casos de risco".
Outra orientação da coordenadora é, além de estipular horários para o uso do computador, manter a máquina em um local de circulação da casa. "Assim todo mundo pode ver o que está acontecendo, um controla o outro", disse. Hedi ressalta que é necessário prestar atenção no comportamento dos menores. "As mudanças de comportamento são sinais muito importantes e precisam ser investigadas".



