Rio O segurança Edinei Gonçalves Pereira, que trabalhava para o ganhador da Mega-Sena Rennê Senna, morto no mês passado em Rio Bonito (RJ), entregou-se na manhã de ontem à polícia. Desde a semana passada, sete pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, inclusive a viúva, a cabeleireira Adriana Almeida.
Segunda-feira foi presa a professora de Educação Física Janaína Silva de Oliveira Costa. Ela é mulher do ex-PM e ex-segurança de Senna Anderson da Silva Souza, que também está preso.
Outros integrantes da equipe de segurança do milionário que estão presos são o sargento da PM Ronaldo Amaral e o cabo da PM Marcos Antônio Vilhena.
A suspeita da Polícia Civil é que Adriana tenha encomendado o crime porque, dois dias antes, Senna havia dito, durante uma briga, que tiraria o nome dela de seu testamento. O casal teria brigado porque o milionário havia descoberto que a mulher tinha um romance com um de seus ex-seguranças e a expulsado de casa.
Antes de conhecer Adriana, Senna havia preparado um testamento em que deixava 50% dos seus bens para a sua filha, Renata Senna, e a outra metade para ser dividida entre os 11 irmãos. Após se unir a cabeleireira, o milionário mudou o inventário. A filha continuou com 50% da herança e o restante ficaria com Adriana.
Outro crime
O delegado Roberto Cardoso confirmou na quinta que o assassinato de Rennê tem ligação com a morte do PM David Vilhena da Silva, ocorrida no último dia 4 de setembro, na Ilha do Governador (zona norte do Rio). Segurança e homem de confiança do milionário, Silva foi morto após descobrir um plano de seqüestro de Rennê traçado por ex-seguranças.



