São Paulo Agentes da PF (Polícia Federal) prenderam na manhã de ontem em Copacabana, zona sul do Rio, o italiano Cesare Battisti, 52 anos, ex-terrorista de extrema-esquerda foragido há 26 anos. Segundo a PF, a prisão foi feita após uma ação conjunta de investigação que também envolveu policiais franceses e italianos.
Cesare Battisti foi um dos chefes da organização de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo italiano ligado às Brigadas Vermelhas. Ele foi condenado pela Justiça italiana em 1993 mesmo na sua ausência e após um processo controverso à prisão perpétua por sua participação em quatro assassinatos entre 1978 e 1979. Ele sempre negou os assassinatos.
Preso em junho de 1979 durante uma investigação e tendo fugido em outubro de 1981, Cesare Battisti havia encontrado refúgio no México e depois na França, em um momento em que o presidente François Mitterrand se negava a extraditar ativistas italianos que tivessem renunciado à violência. A Justiça francesa finalmente aceitou extraditá-lo em outubro de 2004, mas Battisti já havia fugido ele estaria no Brasil desde então.
Ainda de acordo com a PF, quando foi preso Battisti não portava documentos e os agentes tiveram que verificar suas impressões digitais.
Ele ficará preso no sistema penitenciário do Rio ou Brasília (seu destino não foi informado) até que o STF (Supremo Tribunal Federal) decida sobre a sua extradição o pedido ainda precisa ser apresentado oficialmente pela Justiça italiana.
O ministro da Justiça da Itália, Clemente Mastella, disse por sua vez à agência Ansa que Battisti deve ser extraditado o mais rápido possível e que todas as providências já estão sendo tomadas.



