
Cinco minutos de imersão no trabalho da organização Médicos Sem Fronteiras e a oportunidade de mandar um recado para um deles do outro lado do Oceano Atlântico. É o que oferece a Exposição Interativa Médicos Sem Fronteiras no Mundo, aberta ontem no Shopping Mueller, em Curitiba. Uma cabine com chão de brita desliga o visitante do mundo lá fora e o leva para explorar o trabalho de 28 mil médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais entre eles cerca de 60 brasileiros e dois paranaenses que levam ajuda humanitária a mais de 60 países. A maior parte deles (65%) está no continente africano. "Ao entrar na cabine, o visitante se vê diante de uma determinada situação de catástrofe e tem de escolher o que levar àquele país ou localidade, entre medicamentos e alimentação", explica a coordenadora do projeto, Ana Rosa Reis. "No fim, a gente explica que não há uma opção, que uma situação pode ser consequência de outra e que temos de levar de tudo. Esse exercício é uma forma de o público ficar por dentro do que fazemos." Ana Rosa estará em Curitiba na terça-feira e dará uma palestra sobre o trabalho da organização e a sua experiência em uma missão em Moçambique.
A exposição conta ainda com mapas interativos, que mostram a concentração de casos de tuberculose, desnutrição, conflitos armados e desastres naturais no globo, e vídeos institucionais sobre a organização. Um mapa do lado de fora da cabine traz fotos e a localização de alguns dos brasileiros que estão em missões da Médicos Sem Fronteiras pelo mundo e possui um local para deixar recados para eles. "Já passamos pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Manaus e Goiânia, com um total de 180 mil visitantes e 5.079 mensagens enviadas", diz a coordenadora.
Histórico
Fundada em 1971 por médicos e jornalistas franceses que estavam insatisfeitos com a ajuda humanitária oferecida durante a guerra de Biafra, na Nigéria, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras leva cuidados de saúde para as populações que mais precisam, independentemente de interesses políticos, raça, credo ou nacionalidade. Chegou ao Brasil em 1991 para combater uma epidemia de cólera que ameaçava a população Yanomami, na região amazônica. De lá para cá desenvolveu 15 projetos no país, tendo como principais eixos de atuação a saúde indígena e o acesso à saúde em áreas de violência urbana e de pessoas em situação de rua. Saiba como colaborar com doações ou mesmo fazer parte da MSF no site www.msf.org.br
Serviço:
Exposição Médicos Sem Fronteiras no Mundo. Local: Shopping Mueller Piso Cinema. De 4 a 27 de junho. Visitas monitoradas: terça a sexta, de 12 às 20 horas; sábados e domingos, de 14 às 21 horas.



