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Inovação

Fábrica no Rio vai produzir remédios 100% brasileiros para tratar o câncer

A partir de 2017, o Brasil vai produzir remédios biotecnológicos 100% nacionais para o tratamento de câncer, artrite e outras doenças. O termo de cooperação foi assinado na última quarta-feira entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Vital Brasil, e a joint-venture Bionovis (Sem, Aché, Hypermarcas e União Química) e prevê a construção de uma nova fábrica, no campus da Fiocruz, em Jacarepaguá. As informações são da Agência Brasil.

Os biomedicamentos, feitos com células vivas, vão abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente importa esses insumos. A produção nacional deve gerar economia de R$ 460 milhões aos cofres públicos em cinco anos.

"A área de biofármacos é cada vez mais essencial para o tratamento de câncer e de doenças degenerativas e só será agregada como componente de direito dos cidadãos brasileiros se tivermos capacidade de produzir tais medicamentos em território nacional", afirmou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.

Prazo

A fábrica, que será privada, receberá incentivos fiscais e deve estar concluída no fim de 2016. Inicialmente, a unidade produzirá seis remédios: rituximabe, indicado para linfoma e artrite reumatoide; etanercepte e infliximabe, ambos para artrite reumatoide; cetuximabe, trastuzumabe e bevacizumabe, usados no tratamento de câncer.

Criada em 2012, com o apoio do governo federal, a Bionovis será a primeira empresa privada especializada em remédios biológicos. Os investimentos do grupo são da ordem de R$ 500 milhões para os próximos cinco anos. O principal comprador da empresa será o governo federal.

Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, o país deve aproveitar a expiração de patentes de muitos desses insumos biológicos, prevista para os próximos anos, para produzi-los nacionalmente. "Os remédios com base biotecnológica já representam quase 60% do total de medicamentos do sistema global. Uma parcela relevante dessas patentes expirarão nos próximos sete ou oito anos e geram uma oportunidade quase imperdível para o desenvolvimento de biossimilares", disse.

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