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Norte do Paraná

Falsa enfermeira sequestra recém-nascido em maternidade de Apucarana

Mulher disse que levaria a criança para fazer o teste do pezinho. As câmeras de segurança do hospital não registraram a movimentação

Um menino recém-nascido foi sequestrado do Hospital da Providência em Apucarana, Norte do estado, na noite da quarta-feira (11). O bebê, que nasceu no período da tarde, foi levado do quarto, por volta das 20h30, por uma mulher que se passou por enfermeira, dizendo que faria o teste do pezinho. A falsa enfermeira se identificou com o nome de Márcia e aparentava 30 anos. A Polícia Militar (PM) ainda não tem pistas da sequestradora.

De acordo com informações do RPC Notícia, da RPCTV, a mulher ficou no quarto por cerca de 15 minutos antes de levar o bebê. Testemunhas relataram que a mulher teria visitado outros dois quartos com bebês recém-nascidos, mas as mães não a deixaram levar as crianças.

Segundo o porta-voz do 10º Batalhão da PM, sargento Daniel Rodrigo de Souza, por volta das 22h30, a mãe da criança estranhou a demora em a criança voltar do exame e foi conversar com as enfermeiras. "As outras profissionais de plantão informaram que não havia nenhum teste do pezinho agendado para o menino. Imediatamente, a polícia foi acionada, mas não encontramos mais a mulher", disse.

A mãe e a avó da criança foram sedadas, pois estavam em estado de choque.

Em entrevista ao telejornal ParanáTV 1ª Edição, da RPCTV, a avó da criança, Thereza Braga da Silva, fez um apelo à população: "Quem ver uma mulher que não estava grávida e está com uma criança ligue para a polícia."

Ela disse à polícia que a mulher ficou no quarto, onde havia mais três recém-nascidos, por quase uma hora. Ela teria tentado levar outra criança, mas a mãe teria impedido.

Para o delegado Gabriel Junqueira Filho, que está comandando as investigações, houve "no mínimo" falta de atenção dos funcionários de plantão, pois ninguém teria visto a criança ser levado do quarto, no qual estava com a mãe. "Houve uma falha na segurança, pois é difícil alguém saído do hospital sem ser visto. Já estamos ouvindo todos os funcionários e os familiares para darmos continuidade as investigações", afirmou.

Hospital

A direção do Hospital negou que houve negligência da unidade no fato. Ela alega que a mulher entrou no hospital em horário de visitas e os profissionais que estavam de plantão a confundiram com uma acompanhante. O hospital informou que está dando todo o apoio para a família e está investigando como a falsa enfermeira teria conseguido sair sem ser vista.

O prédio tem duas portas de acesso, separadas a uma distância aproximada de 10 metros: a entrada principal e uma porta que dá para uma pequena garagem. Neste local, segundo o hospital, há uma câmera de segurança que não registrou nada. O funcionário responsável pela segurança do hospital não teria visto a mulher deixar o local com o bebê.

Suspeita

A polícia investiga a informação de que a mulher teria fugido em um Gol de cor preta, com placas de Ponta Grossa. Uma testemunha relatou aos policiais que viu uma mulher com todas as características no veículo com mais um homem e outra mulher. De acordo com o delegado Gabriel Junqueira, fitas das praças de pedágio da região já foram solicitadas com o objetivo de tentar a identificação.

Buscas

O serviço de inteligência da PM está auxiliando nas buscas da criança. O porta-voz pediu para que pessoas que tenham informações que possam ajudar nas investigações entrem em contato pelo telefone 0800 643 1161 (disque-denúncia do 10º Batalhão). A mulher foi descrita como de baixa estatura, de pele morena, um pouco gorda e cabelo liso escuro na altura dos ombros. Qualquer pessoa que vir uma mulher com essas características com uma criança de cor branca pode entrar em contato com a polícia.

Uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil, também está em Apucarana para auxiliar nas investigações. Peritos do Instituto de Criminalística também foram para a cidade para fazer o retrato falado da suspeita.

De acordo com o sargento, este foi o primeiro registro de sequestro de bebê em hospital na cidade de Apucarana.

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