Uma árvore de 71 anos e de mais de 30 metros de altura localizada na Praça Napoleão Moreira da Silva, popularmente conhecida como Praça das Pernambucanas, está sendo retirada desde o último sábado (24) pela Secretaria de Serviços Públicos (Semusp). De acordo com o secretário da pasta, Vagner Mussio, a retirada da espécie denominada como "falsa seringueira" deve durar até a próxima sexta-feira (30).
Segundo Mussio, a árvore foi condenada por laudos de engenheiros agrônomos e florestais, e por uma equipe técnica do Corpo de Bombeiros após a queda de diversos galhos no início do mês de novembro. "Os laudos apontaram que a árvore não tem recuperação. Para evitar danos materiais e pessoais, fomos orientados a fazer a retirada." O secretário lembra que com a queda dos galhos do início do mês, a área do parquinho da praça ficou destruída.
A retirada da copa da árvore foi finalizada no sábado (24). De acordo com Mussio, essa área apresentava avançado estado de deterioração e podridão dos galhos. Até a finalização da retirada da árvore, o secretário afirma que a orientação é que a população evite transitar pelo local para evitar acidentes. "Agora precisamos retirar a parte maior da árvore, que incluiu o tronco. Essa etapa é a mais difícil e demorada, mas devemos terminar tudo até o fim desta semana."
Além de demorado, o corte da árvore promete dar trabalho aos funcionários da Prefeitura. "Vai dar trabalho porque é uma árvore muito grande. Precisamos tomar cuidado para não quebrar nada", disse o funcionário público Jessé Martins à RPC TV Maringá.
Fundação cobra laudo
Para a ambientalista e instituidora da Fundação Verde (Funverde) de Maringá, Ana Domingues, o correto seria trocar a localização do parquinho e não cortar a árvore. "Tirassem os galhos e cercassem a árvore. Concordo que seria um perigo, mas existem cidades que tem visitação de turistas por possuírem grandes árvores. Por que não deixar a nossa como um ponto turístico também?", indagou.
Segundo ela, o corte da árvore tem interesse comercial envolvido. Como instituidora da Funverde, Ana cobra um laudo da Prefeitura. "Cada árvore faz falta. Retira impurezas do ar. Com o corte teremos uma semente a menos para fazer uma árvore igual, uma sombra a menos, mais poluição do ar e, consequentemente, não teremos diminuição na temperatura do entorno", declarou.
O secretario da Semusp informou que a Funverde pode requerer o laudo do corte na Prefeitura. "O laudo é público", disse Mussio.



