
Problemas na instalação elétrica do Colégio Estadual Godofredo Machado, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, têm deixado os alunos no escuro em sala de aula. Na semana passada, cerca de 400 crianças e adolescentes, que estudam no local, foram dispensados da aula por falta de iluminação.
A falta de luz na escola se arrasta desde o ano passado, segundo conta a diretora da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), Terezinha Munhoz. Mãe de uma aluna da 8ª série, Terezinha relata que todas as manutenções feitas na escola apenas reparam as emergências e não resolvem definitivamente o problema. "Cada sala tem apenas duas ou três lâmpadas que funcionam. É difícil aprender alguma coisa assim", diz. Terezinha ainda ressalta que desde o início do ano a direção da escola protocolou um pedido na Secretaria Estadual de Educação (Seed) para a reforma do sistema elétrico.
A diretora do colégio, Marta Conceição Munhoz, preferiu não dar declarações e disse não ter autorização da secretaria para entrada da equipe de reportagem na escola. Mesmo do lado de fora, era possível verificar fios de luz soltos no teto, sem lâmpada. No pátio apenas uma lâmpada estava acesa.
O superintendente da Seed, Luciano Mewes, disse que as obras, com custo aproximado de R$ 25 mil, devem iniciar no máximo em dez dias. "Temos 2,1 mil escolas e cada direção precisa protocolar os pedidos de reparos no Núcleo de Educação", alega. "No fim do ano passado fizemos uma intervenção de R$ 85 mil no colégio. Não havia pedido para reformar a parte elétrica. Recebemos solicitação apenas no fim do mês passado."
Mewes ressalta que relatórios dos engenheiros da Secretaria apontam problemas técnicos em pequenas manutenções feitas pela direção da escola, sem autorização. "Além disso, o vandalismo é muito grande, a ponto da escola não ter tomadas ou interruptores de luz", diz. Para evitar o problema nessas e outras instituições que compõem a rede estadual de ensino, o superintendente disse que a Secretaria ministra cursos de capacitação para todos os diretores de escola até o meio de julho.



