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Curitiba

Falta de manutenção em jazigos favorece vandalismo em cemitério do Boqueirão

Tumbas antigas, com problemas na estrutura, facilitam a ação dos criminosos que, por vezes, deixam restos mortais à mostra

Cemitério do Boqueirão sofre com ação de vândalos | Patricia Pereira / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Cemitério do Boqueirão sofre com ação de vândalos (Foto: Patricia Pereira / Agência de Notícias Gazeta do Povo)
Tumba aberta deixa restos mortais à mostra |

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Tumba aberta deixa restos mortais à mostra

Jazigo danificado foi reparado pela prefeitura nesta quinta-feira |

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Jazigo danificado foi reparado pela prefeitura nesta quinta-feira

Pichações são comuns em jazigos do Cemitério Boqueirão |

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Pichações são comuns em jazigos do Cemitério Boqueirão

Puxadores de metal também são alvo de criminosos |

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Puxadores de metal também são alvo de criminosos

Jazigos antigos, em estado de abandono, facilitam a ação de vândalos no Cemitério Municipal do Boqueirão, em Curitiba, de acordo com a administração do local. Além de pichações e furto de peças em cobre e alumínio, o cemitério lida com a violação e quebra de túmulos, que, por vezes, deixam restos mortais à mostra.

O problema foi registrado por uma leitora da Gazeta do Povo no último domingo (28), que enviou fotos ao jornal. A Prefeitura de Curitiba confirmou que o problema foi resultado de vandalismo e, na tarde desta quinta-feira (1º), os jazigos foram reparados.

De acordo com a administradora do cemitério, Rosimari Martins Borba, existem tumbas muito antigas, que foram abandonadas pelas famílias, que são as responsáveis pela manutenção. Muitas estruturas apresentam rachaduras, tijolos desgastados, entre outros problemas. "Às vezes um túmulo já está com a tampa quebrada, o vândalo vai lá e termina de quebrar. Fica mais fácil para ele", disse Rosimari.

O cemitério mantém uma lista de todos os jazigos que apresentam más condições de conservação. Quando as famílias procuram a administração antes de fazer a visita, elas são avisadas que podem perder o espaço caso não façam os reparos, mas não há um prazo para que isso seja feito. Enquanto isso, há uma fila de mais de cinco anos de pessoas que aguardam por um terreno no cemitério. "Nós pedimos que as famílias que têm jazigos antigos venham até a administração para saber em quais condições eles estão", disse a administradora.

Quando não é feita a manutenção, o espaço é cedido gratuitamente para outra família, que constrói o jazigo. A família paga somente pela documentação. Os restos mortais da pessoa que estava no local anteriormente são levados para um ossário, atrás do cemitério, para onde também vão pessoas enterradas como indigentes. Os jazigos em bom estado permanecem com a família independentemente do tempo.

A segurança do cemitério é feita por dois guardas municipais, dia e noite. Os portões fecham às 18 horas, mas muitos criminosos vão até o local de madrugada, segundo o guarda Paulo Roberto dos Santos. "Eles pulam o muro e roubam peças, quebram objetos, usam drogas. Algumas pessoas até abrem os túmulos para fazer trabalhos de macumba", declarou.  As pessoas que constatarem algum caso de vandalismo devem relatar o problema à administração do cemitério. Caso o criminoso esteja agindo naquele momento, a pessoa que vir pode procurar o oficial que faz a segurança no local ou telefonar para a Guarda Municipal, no 153, para que o responsável seja pego em flagrante. Outra opção de denúncia é pelo canal 156, da prefeitura.

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