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Rio de Janeiro

Família de mulher arrastada por PMs será indenizada pelo Estado

Cláudia morreu em 16 de março, depois de ter sido baleada e arrastada, pendurada no porta-malas do carro de polícia que a levava ao hospital

Os valores não foram divulgados, mas o governo do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (9) que fez um acordo para indenizar por danos morais e materiais o viúvo e os quatro filhos de Cláudia Silva Ferreira.

Cláudia morreu em 16 de março, depois de ter sido baleada durante operação policial no morro da Congonha, zona norte, e arrastada, pendurada no porta-malas do carro de polícia que a levava ao hospital.

O viúvo, Alexandre da Silva, e seus quatro filhos, foram representados pela Defensoria Pública do Estado. Ex-advogado da família, João Tancredo disse que Silva foi pressionado pela Defensoria a substitui-lo e fechar o acordo.

"Avisei ao Alexandre que o acordo era lesivo à família, amesquinhado, e recomendei que não assinasse. Mas ele me disse que não conseguia mais resistir à pressão", disse Tancredo.

"Conseguimos um acordo responsavelmente a contento. Temos um acordo de confidencialidade com o Estado e não podemos divulgar valores, mas ninguém foi pressionado", disse Nilson Bruno, defensor público geral do Estado.

Procurado, Alexandre da Silva não quis falar sobre o assunto.

Pelo acordo, o viúvo receberá pensão até a data em que Claudia completaria 65 anos, em agosto de 2040. Aos quatro filhos, a pensão será paga até que todos atinjam 21 anos.

De acordo com a Defensoria, quando o filho mais velho completar 21 anos, o valor passa a ser destinado ao segundo filho mais velho, que passa a acumular os dois pagamentos, até completar 21 anos.

Assim, quando o filho mais novo de Cláudia chegar aos 21 anos, estará recebendo os valores referentes às pensões dos três irmãos mais velhos.

O acordo exclui, no entanto, os quatro sobrinhos que Cláudia criava, sua mãe e três irmãos.

Na ação original, 13 parentes de Cláudia pediam indenização ao Estado: o marido, os quatro filhos, os quatro sobrinhos, sua mãe e três irmãos - entre eles a mãe das quatro crianças.

Para cada um deles, o advogado João Tancredo pede indenização de 1.000 salários mínimos (R$ 724 mil).

Nilson Bruno disse que a Defensoria vai ajudar o viúvo em uma ação para adoção dos quatro sobrinhos, mas não deu detalhes de como esse pedido será fundamentado.

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