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Justiça

Família vive angústia à espera de justiça

Para a família da estudante Amanda Rossi, os últimos dois anos têm sido de angústia, sofrimento e, principalmente, questionamentos. A maior dúvida é sobre os motivos que levaram ao assassinato de Amanda. "Às vezes me pego pensando no que levou essas pessoas a matarem a minha filha. Ela não tinha inimigos e era uma menina que gostava muito de viver. E me fazem uma barbaridade dessa", conta o pai da estudante, Luiz Carlos Rossi.

Na opinião dele, o crime não teve um motivo concreto e não há dúvidas da participação dos três acusados. O assassinato da filha é "um desses crimes que não era para acontecer". "Acho que eles foram roubá-la, tanto que a bolsa dela nunca foi encontrada. Aman­da deve tê-los reconhecido e eles a mataram", diz.

Um dos fatores que mais choca a família é o local do crime. Para ele, o câmpus da universidade devia ser um ambiente de extrema segurança. "Ainda me surpreendo quando lembro que ela foi morta dentro do câmpus de uma universidade particular [Unopar]. Achava que ela estudava em um local seguro."

Rossi conta que os últimos dois anos foram muito difíceis para a família. A dor da morte da filha teve um grande reflexo na saúde dele e da mulher, Maria Francisca Rossi, principalmente pelo desgaste de "correr atrás de justiça". "Ainda está sendo muito difícil, pois tudo lembra ela. Tenho de confessar que não tem sido nada fácil", diz.

A família espera que a angústia e as incertezas acabem com uma decisão da Justiça. "Acredito que a justiça deve ser feita e o mais rápido possível. Espero que os três acusados sejam condenados e paguem pelo erro que cometeram."

Em homenagem a Amanda, a família está preparando duas missas, que serão realizadas na quarta-feira. Uma está agendada para o meio-dia e será celebrada na Cate­dral Metropolitana de Londrina. A segunda ocorrerá às 19h30 na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, paróquia que era frequentada pela estudante. (DC)

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