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Moradia

Famílias de Foz ocupam casas populares inacabadas

Em Umuarama, estrada é engolida por erosão | Reprodução Paraná TV
Em Umuarama, estrada é engolida por erosão (Foto: Reprodução Paraná TV)

Foz do Iguaçu – Trinta e duas casas populares prestes a serem inauguradas em Foz do Iguaçu foram ocupadas por famílias de diferentes bairros da cidade. As unidades, previstas para serem concluídas neste mês, foram invadidas no fim de semana por pessoas que buscam garantir residência própria, mas temem ver outras pessoas sendo beneficiadas.

A instalação precitada foi motivada pela divulgação de que as moradias no Jardim Caiobá, prometidas a elas dois anos atrás, seriam entregues a outras pessoas. Ao tomar ciência do fato, homens e mulheres levaram camas, mesas, cadeiras, guarda-roupas, sofás, geladeiras e fogões ao conjunto habitacional, para assegurar a permanência no espaço.

Ontem, como medo de serem consideradas invasoras e perder o direito ao benefício, elas permaneceram em frente aos casebres, porém mantiveram a maioria dos móveis nas casas. Cada moradia tem 40 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O financiamento é em 72 prestações com valores variando entre R$ 50 e R$ 60.

As famílias reivindicam garantia oficial da prefeitura como condição para desocupar o local. "Estamos esperando um teto desde 2005. Mas diante da ameaça de ficarmos de mãos abanando, ficaremos com os filhos debaixo do sol forte, às vezes sem comida, água e banheiro", disse a desempregada Margarete Juliana da Cruz.

O diretor-superintendente do Instituto de Habitação de Foz do Iguaçu, Edson Mandelli Stumpf, disse que os cadastros estão sendo revisados, mas que será assistido quem tiver renda familiar abaixo de R$ 350 e não tiver imóvel próprio.

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