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Operação Tarja Preta

Farmácias de Curitiba são acusadas de tráfico internacional de remédios pela internet

Medicamentos controlados e psicotrópicos como morfina eram enviados de Curitiba para os EUA, Canadá e países da Europa

A Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) de Curitiba desarticulou, nesta sexta-feira (22), um esquema de venda ilegal de remédios de uso controlado, que contava com a participação de farmácias da capital e enviava medicamentos para fora do país. Oito pessoas foram presas e 20 mandados de busca e apreensão cumpridos. A ação, batizada de Operação Tarja Preta, cita o envolvimento de pelo menos quatro farmácias e uma distribuidora de medicamentos da capital e região metropolitana. Os medicamentos eram comprados pela internet e enviados pelo correio.

O esquema começava em fóruns de discussão virtuais, onde interessados podiam entrar em contato com a quadrilha. As vendas não eram feitas para dentro do Brasil, mas sempre enviadas para Estados Unidos, Canadá e países europeus. Depois de concretizar o negócio, o comprador fazia o pagamento via Western Union, um sistema de transferência internacional de fundos.

A origem dos produtos seria as farmácias envolvidas no esquema. O carro-chefe do negócio era uma substância chamada de Oxicotin, derivação da morfina, também conhecida como "heroína dos pobres". O bando ainda vendia, além de medicamentos controlados e psicotrópicos, tranqüilizantes.

Para não despertar suspeitas, as drogas eram escondidas em meio a outros objetos ou embalados em rótulos de complexos vitamínicos, que tem envio permitido.

Foram apreendidos R$ 22 mil em dinheiro, dois mil comprimidos de remédios diversos e uma pistola Taurus 765 com alerta de roubo, além de comprovantes de envio de mercadorias por correspondência. Todas as prisões aconteceram em Curitiba. Além do líder da quadrilha e de sua esposa, foram presos proprietários e funcionários de farmácias de Curitiba e região metropolitana. Os nomes dos presos não foram divulgados. Os acusados responderão por crime de tráfico internacional de entorpecentes, falsificação de medicamentos, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram há cerca de três meses, a partir de informações da agência norte-americana antidrogas Drug Enforcement Administration (DEA), que apreendeu psicotrópicos nos Estados Unidos. A troca de informações entre as polícias brasileira e norte-americana levou à apreensão de 450 comprimidos de medicamentos controlados e à prisão de duas pessoas no momento em que retiravam pacotes das mercadorias ilegais nos correios nos Estados Unidos.

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