São Paulo - Enquanto a gripe suína rebatizada de "influenza A (H1N1)" coloca as autoridades de saúde em alerta no mundo todo, inclusive no Brasil, que já registrou quatro casos suspeitos além de outros 42 sendo monitorados, a febre amarela e a dengue, duas das principais doenças já conhecidas, contaminaram quase 200 mil pessoas e cerca de cem perderam suas vidas devido a surtos dessas doenças nos primeiros quatro meses de 2009.
Apesar de o comparativo numérico entre as doenças não ser válido na opinião de especialistas, eles afirmam que o potencial de transmissão da gripe suína é maior do que febre amarela e dengue. Um deles é o médico infectologista Celso Granato, livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e médico-líder para infectologia do Grupo Fleury. "O potencial da gripe é muito maior. Você não vai pegar malária se for para a Amazônia. Agora, a gripe você pega até mesmo em sua casa", afirma.
Febre amarela
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre novembro de 2008 a abril de 2009, foram confirmados 43 casos de febre amarela no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Desse total, 16 morreram.
A confirmação de mortes em São Paulo levou o Paraná intensificar a vacinação contra febre amarela na divisa com o estado.
Dengue
Balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde divulgado no início de abril informa que em todo o país a dengue contaminou 161.414 pessoas. O número está defasado pois não computa os novos dados fornecidos pelas secretarias Estaduais de Saúde. Um exemplo é a Bahia. Na contabilidade do governo federal eram 41.093 casos. O governo da Bahia informa que já chega a 54.165 mortes.
Pelas projeções os casos podem ultrapassar a barreira de 200 mil em todas as unidades da federação e no Distrito Federal. Os três estados que apresentam maior número absoluto de casos são a Bahia (54.165), Minas Gerais (35.290) e Espírito Santo (30.634), e registraram 84 mortes. Mais da metade dessas mortes, 47, foram registradas na Bahia.



