
O morador de Curitiba teve a oportunidade, na manhã desta sexta-feira (29), de ter uma visão atípica no céu da capital: uma espécie de auréola em torno do sol. O fenômeno óptico, que começou por volta das 10h, é conhecido como halo solar, e, segundo o meteorologista Samuel Braun, do Instituto Tecnológico Simepar, depende de uma série de fatores meteorológicos para acontecer.
O halo se forma por meio da refração da luz do sol, quando esta incide sobre nuvens com cristais de gelo. É essa refração que faz com que a luz seja dispersada e sejam observadas as sete cores que integram o espectro de luz, como em um arco-íris. Braun explica que o que permite esse efeito são nuvens muito altas, conhecidas como cirrus estratificados, e que não há como prever sua ocorrência. "Ficamos sabendo do halo somente no momento em que acontece", explica. A dificuldade de previsão, segundo ele, ocorre ainda porque apenas a existência de nuvens com cristais de gelo não provoca necessariamente o efeito óptico. "Depende do posicionamento do sol, de outras nuvens, e do local de onde se observa", diz.
Apesar disso, segundo Braun, o halo solar não é tão raro como eclipses, por exemplo. Ele lembra que este ano o fenômeno já aconteceu outra vez na cidade. "Não há como precisar a freqüência com que acontece, pois às vezes não se registra, às vezes aparece em um lugar e em outro não..." Devido aos mesmos fatores, também não é possível determinar a duração do fenômeno.




