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Consumo

Fique de olho no rótulo

Prestar atenção nas orientações que constam nas embalagens ajuda o consumidor na hora da compra. Saiba o significado de termos, símbolos e números

Os rótulos de alimentos devem trazer princi­palmente informações como prazo de validade e tabela nutricional | Antônio More/ Gazeta do Povo
Os rótulos de alimentos devem trazer princi­palmente informações como prazo de validade e tabela nutricional (Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo)

Saber o que se pretende consumir é o primeiro passo na compra de qualquer produto. Justamente por isso as leis brasileiras exigem que os rótulos de alimentos, materiais de higiene e limpeza, artefatos eletroeletrônicos e tantos outros produtos contenham uma série de informações. O que seria algo lógico e natural, contudo, muitas vezes não é seguido pelo consumidor. Isso nem sempre acontece por indisposição de quem está comprando, mas por causa do desconhecimento do significado de tantos termos e números que preenchem as embalagens nos supermercados.

A legislação brasileira é bastante exigente no que diz respeito às informações obrigatórias nos rótulos dos produtos. No caso de alimentos, além de dados básicos como quantidade, composição, validade e identificação do fabricante, é obrigatória a presença da tabela nutricional, com os valores de alguns componentes e o porcentual de consumo diário. Produtos de higiene e limpeza devem informar precauções e cuidados em caso de acidente, e os cosméticos precisam advertir sobre cuidados especiais no seu uso.

Evite o excesso

Para Ana Cristina Miguez, nutricionista e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a leitura dos rótulos é fundamental para saber que tipo de alimento a pessoa está consumindo. "Tudo o que está no rótulo é importante. Em relação aos nutrientes, há componentes que não devem ser consumidos em excesso, por isso deve-se observar a quantidade presente no produto e o valor diário a ser consumido", explica, citando como exemplo o sódio e as gorduras, que se ingeridos em excesso podem causar problemas de saúde.

Há aqueles componentes que exigem cuidado ainda maior, como o glúten, que não pode ser consumido por portadores de doença celíaca; a sacarose, vetada para diabéticos; e a lactose, para pessoas que têm intolerância a esse tipo de açúcar. Nesses casos, o fabricante tem a obrigação de informar na embalagem se o elemento está presente no produto ou não. "O consumidor ainda não tem o hábito de ver o rótulo, até pela dificuldade de ler letras pequenas. Às vezes, ele vai na confiança e acaba tendo problemas", diz Ana Cristina.

A supervisora de atendimento do Procon do Paraná, Viviane Assis, atenta para outro item importante nas embalagens: o prazo de validade. "Se a pessoa for ver somente em casa que o produto está vencido, fica mais difícil comprovar que o estabelecimento vendeu nessas condições. E nisso ela terá um desgaste maior até conseguir efetuar a troca", ressalta. De todo modo, lembra que se o consumidor sofrer algum dano pela má qualidade do produto ou pela omissão de algum componente, ele deve procurar o Procon e acionar os responsáveis.

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) avalia as condições técnicas de quase 200 produtos dos mais variados tipos, como brinquedos, cadeiras plásticas, extintores e caixas de fósforo. Paulo Coscarelli, diretor substituto do Inmetro, lembra que a certificação do órgão não tira a responsabilidade do fabricante pela qualidade do produto. "Por isso, é importante que o produto seja comprado em um ponto legal e que o consumidor sempre guarde a nota fiscal, caso seja necessária a troca", alerta.

Garantia

Selos certificam qualidade dos mais diversos produtos

Nos últimos anos, o consumidor ganhou alguns aliados importantes na hora de escolher seus produtos em lojas e supermercados. Institutos de qualidade, órgãos governamentais e não governamentais lançaram uma gama de selos e certificações, que ao aparecerem nas embalagens, reforçam a confiança de que aquilo que está sendo consumido é de qualidade.

O mais conhecido de todos é o selo do Inmetro, presente em 188 produtos das mais variadas espécies. Em 154 deles, a avaliação do órgão é obrigatória para que o produto seja lançado no mercado. O diretor substituto do Inmetro, Paulo Coscarelli, explica que os materiais são submetidos a uma bateria de testes até que se comprove sua qualidade. "O selo do Inmetro é a evidência de que o produto passou por uma avaliação de conformidade, submetido a várias provas técnicas", frisa.

Sem agrotóxico

No campo da alimentação, existe a possibilidade de o consumidor identificar os produtos orgânicos, aqueles cultivados sem o uso de agrotóxicos. A certificação é feita por um selo ou então pela declaração de cadastro do produtor orgânico familiar. Já os chamados transgênicos, organismos geneticamente modificados, devem ser identificados com um símbolo com a letra T quando estiverem presentes em pelo menos 1% da composição do produto.

Existem ainda os selos criados por entidades associativas, a fim de assegurar a qualidade de produtos específicos. São os casos do café, com o selo de pureza da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic); do macarrão, certificado pela Associação Brasileira das Indústrias de Massas (Abima); e dos brinquedos, conferidos pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq).

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