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Noroeste

Fiscais descobrem no Paraná 22 toneladas de remédio irregular

Fiscal com carga irregular de medicamentos: carga circulava no país todo. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Fiscal com carga irregular de medicamentos: carga circulava no país todo. (Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez ontem na região Noroeste do Paraná a maior apreensão de medicamentos irregulares já registrada em todo o território nacional. Numa operação sigilosa realizada em parceria com a Polícia Federal e com a Polícia Civil, foram apreendidas 20 toneladas de medicamentos fitoterápicos em Mandaguari. Na quarta-feira, já haviam sido descobertas outras 2 toneladas em Maringá. Cinco pessoas foram presas, três laboratórios foram lacrados e mais três pontos de vendas foram fechados. Nenhum dos fabricantes tinha registro na Anvisa para comercializar os produtos.

Em Mandaguari, foram interditados dois laboratórios e dois pontos de venda. Remédios para ansiedade, impotência sexual, sedativos e emagrecedores são apenas alguns dos medicamentos que eram produzidos, irregularmente, em larga escala. De acordo com o chefe de inteligência da Anvisa, Adílson Bezerra, o faturamento mensal dos laboratórios e das lojas revendedoras da cidade é estimado em aproximadamente R$ 1 milhão. "Sem dúvida, em Mandaguari, foram presos os maiores produtores e revendedores de produtos fitoterápicos sem registro do país", afirma Bezerra.

Os locais lacrados em Mandaguari operavam com os nomes fantasia Nutrivida, Nutrilight e Nutriervas. Foram presos os proprietários Rogério Mota e Patrícia Rezende Mota, além do farmacêutico Heraldo Echeveria Borges. Já em Maringá, a Anvisa lacrou a empresa Unilife. A polícia não informou os nomes dos detidos em Maringá.

De acordo com Leandro Costa e Silva, fiscal da Anvisa, os medicamentos não tinham qualidade, eficácia e segurança comprovada. "Esses produtos podiam desencadear desde uma simples alergia até um problema sério de saúde, como uma intoxicação, podendo levar à morte", explica.

Segundo Bezerra, os acusados vão responder "por crime hediondo de fabricação de medicamentos sem registro e podem pegar de 10 a 15 anos de prisão". Todo o material apreendido em Mandaguari foi levado ao aterro da cidade, onde foi destruído.

O departamento de inteligência chegou até o principal fabricante de remédios em Mandaguari depois que Vigilância Sanitária do Acre apreendeu uma grande quantidade de medicamentos, na capital, Rio Branco. De acordo com a Anvisa, agentes de saúde de todo país vão rastrear farmácias, drogarias e lojas que possam estar vendendo o produto para retirá-los de circulação.

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