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Região metropolitana

Fogo destrói depósito de fábrica de guardanapos em Pinhais

Cerca de 2 mil metros quadrados do depósito da empresa de guardanapos Fortpel pegou fogo na manhã de ontem, por volta de 6h30, no bairro Jardim Esplanada, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Aproximadamente 30 funcionários do turno da manhã já estavam no local quando o incêndio começou, mas ninguém se feriu.

Para controlar as chamas, 35 homens do Corpo de Bombeiros trabalharam por quase quatro horas – foram necessários cinco caminhões de combate a incêndio e quase 30 mil litros de água. No fim da manhã e início da tarde, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo. A parte da edificação onde funciona a fábrica não foi atingida.

Ainda não se sabe as causas do incêndio. Testemunhas, no entanto, relatam que pouco antes do fogo começar, dois garotos teriam saído correndo da fábrica em atitude suspeita.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o Instituto de Criminalística do Paraná só realizará a perícia, que apontará as causas do incêndio, depois que for acionado pela Delegacia de Pinhais. Já o superintendente da delegacia, Valdir Bicudo, disse que nenhum boletim de ocorrência havia sido registrado até a tarde de ontem sobre o caso. "Só iniciamos a investigação depois que for registrada a notícia-crime. Em seguida, acionamos os peritos", explica.

A suspeita de que o incêndio foi provocado se baseia nas condições de trabalho dos funcionários da fábrica. Segundo relatos de trabalhadores, a Fortpel emprega cerca de 90 pessoas há aproximadamente sete meses – divididos em três turnos de trabalhos.

Parte deles, segundo denúncias anônimas, seria composta por menores de idades, sem registro trabalhista, e usuários de drogas, que trabalhavam sob o efeito de entorpecentes. Segundo relatos, o pagamento dos salários era atrasado constantemente e não havia condições de segurança de trabalho. "Havia apenas dois extintores e na hora do incêndio nenhum deles funcionou", conta um dos funcionários. "Tinha gente que fumava perto das bobinas de papel e não tinha problema nenhum", diz outro. Uma funcionária relata também que os trabalhadores não recebiam qualquer assistência médica quando ocorria um acidente de trabalho.

As denúncias levaram a Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT) ao local na semana passada. Por meio da assessoria de imprensa, a DRT informou que foram encontradas várias irregularidades na Fortpel. Contudo, o relatório da visita ainda não foi concluído, o que deve levar cerca de 15 dias. Dependendo do resultado, a empresa pode ser autuada.

O setor de vistorias do Corpo de Bombeiros também não soube informar se a situação da empresa era regular. De acordo com o tenente Webiner Depetris, só depois de finalizada a ocorrência, inicia-se uma pesquisa no sistema para saber qual a situação da Fortpel, o que deve ocorrer hoje. Os proprietários da Fortpel foram procurados pela reportagem, mas não quiseram dar qualquer declaração.

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