Londrina Uma força-tarefa conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal vai analisar documentos e o conteúdo dos computadores apreendidos quinta-feira no escritório do deputado José Janene (PP-PR), na residência de um casal de assessores dele, em Londrina, e em escritórios em São Paulo ligados à empresa Taha Administração e Construção, de propriedade de uma offshore localizada no Panamá e que já teve como sócio o investidor Naji Nahas.
A análise, segundo o delegado da PF Gerson Machado, deverá estar concluída dentro de quatro meses.
A PF investiga a procedência e o destino de milhões de reais movimentados pela esposa do deputado, Stahel Fernanda, e por dois assessores dele, Meheidin Hussein Jenani e Rosa Alice Valente. O dinheiro teve como origem a corretora Bônus-Banval, envolvida no escândalo do "valerioduto".
O ministro Cézar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou ontem um pedido de habeas-corpus feito pelo deputado, que pretendia suspender as investigações que estão sendo realizada pela Polícia Federal.
O advogado de Janene, Adolfo Góis, disse que a Polícia Federal invadiu a competência do STF ao fazer buscas na casa, em construção, do deputado.



