Reportagem publicada pela Gazeta do Povo no domingo (6) mostrou que o antipó tem sido alvo de críticas dos moradores de várias áreas Curitiba, por não resistir à ação da chuva e do tráfego e exigir constantes operações tapa-buraco. Nesta segunda-feira (7), diversos leitores enviaram por e-mail fotos de ruas esburacadas na capital do Paraná. O leitor Cristiano Bortolaz, por exemplo, reclama que há seis anos os moradores vêm pedindo providências na Rua Desembargador Edison Nobre de Lacerda, que ficou esburacada depois de uma modificação do trânsito em Santa Felicidade.
O descontentamento em relação ao antipó que é formado por uma fina camada de asfalto so¬¬bre o saibro se transformou em abaixo assinado. Na zona sul, o empresário Antônio Marques França, de 47 anos, lidera um movimento que pretende coletar 10 mil assinaturas, uma amostra estatística que ele considera representativa da população curitibana. O abaixo-assinado será usado como instrumento de pressão para cobrar uma solução por parte do poder público. As pessoas interessadas em aderir ao movimento podem solicitar o formulário via e-mail (reclame@diganaoaoantipo.com.br), imprimir uma cópia e reunir as assinaturas na vizinhança.
Sem solução
A prefeitura de Curitiba admite que a situação das vias de antipó é precária, mas argumenta que é impossível resolver o problema em curto prazo. O custo de uma operação tapa-buracos é de R$ 4,5 mil por quilômetro. O quilômetro de asfalto definitivo não sai por menos de R$ 1 milhão. Pavimentar definitivamente os cerca de 2 mil quilômetros de antipó consumiria mais da metade do orçamento do município, e não há equipes suficientes para executar o trabalho.
A prioridade para receber pavimento definitivo é das ruas ensaibradas, que somam aproximadamente 400 quilômetros. Enquanto isso, a produção das usinas de asfalto próprias do município, mais as terceirizadas, garantem mais de 45 quilômetros de reparos por mês. Mesmo sabendo da breve durabilidade dos remendos, a prefeitura alega que é melhor fazer a operação tapa-buracos do que deixar a chuva levar o que resta de antipó e deixar somente o saibro.



