A Frente Parlamentar de Fiscalização do SUS, aprovada no ano passado pelo plenário da Assembleia Legislativa (Alep), deverá entregar na quarta-feira (15) ao Procurador-Geral de Justiça do Estado do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, um relatório sobre as condições de atendimento no Hospital Regional de Paranaguá. Em dezembro do ano passado, o bebê Marlon foi internado com quadro de desidratação aguda e teve a perna amputada após necrose. Se for comprovado erro médico, será pedido o afastamento de toda a diretoria do Hospital Regional.
Nesta segunda-feira (13), o deputado estadual Leonaldo Paranhos, que presidiu a CPI dos Leitos do SUS, e a equipe que fez parte da comissão fizeram uma visita surpresa ao hospital. O objetivo foi verificar as condições da instituição. "A estrutura do hospital é razoavelmente boa. O que nos chama a atenção são os supostos casos de negligências. Viemos aqui para ouvir os diretores. Temos conflitos de informação. Vamos colocar esse caso na mão da Justiça para que seja resolvido o mais breve possível", afirma o deputado. A equipe percorreu o hospital, conversou com pacientes e conversou com o diretor técnico da instituição, André Luiz Balliana, sobre as condições de infraestrutura do local. A diretoria do hospital não quis se pronunciar sobre o caso do bebê Marlon.
Durante a visita, o filho de uma paciente, José Moacir Nogueira, contou que a mãe, de 82 anos, quebrou o fêmur e está desde sábado (11) aguardando para fazer cirurgia.
Além do caso de Marlon, a CPI investiga o caso do menino Túlio Guimarães, de oito anos, que teve fratura exposta após cair do beliche. O menino precisou ter o braço amputado, após ser engessado pelos profissionais do Hospital Regional, que atende aos sete municípios do litoral.



