O presidente George W. Bush expandiu sua frente de guerra à América do Sul. Na retaliação pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o governo norte-americano pôs no alvo os imigrantes muçulmanos que vivem na tríplice fronteira, onde se dividem Brasil, o Paraguai e a Argentina.
As evidências coletadas pelos orgãos de inteligência norte-americanos não apontaram a presença de "células", bases e campos de treinamento de terroristas, mas sugerem apoio logístico e financeiro a grupos como Hezbollah, Hamas e alQaeda, por exemplo, não apenas na tríplice fronteira, mas também em outras áreas da América do Sul.
As descobertas resultam de um rastreamento global sobre as finanças de indivíduos e entidades de origem árabe que o governo dos Estados Unidos vem realizando desde o dia 13 de setembro de 2001.
Os desdobramentos das investigações revelam desde conexões desses grupos com redes de pirataria, contrabando e tráfico, até disputas internas, com assassinatos em ruas de São Paulo. Percebe-se, ainda, um significativo o impacto dessa ofensiva sobre o cotidiano de comunidades islâmicas em Foz do iguaçu e Ciudad del Este, as principais cidades da tríplice fronteira como mostra esta reportagem do O Globo.



