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Paralisação

Funcionários do HC suspendem greve programada para o dia 10

Refeitórios estão sem funcionar desde o início da greve. Local é ultilizado para as assembleias da categoria | Henry Milleo/ Gazeta do Povo
Refeitórios estão sem funcionar desde o início da greve. Local é ultilizado para as assembleias da categoria (Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo)

Servidores do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ligados à Fundação da UFPR (Funpar) decidiram na segunda-feira, em assembleia, por abortar a greve programada para o dia 10 de abril. A paralisação seria uma resposta caso as negociações com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e com a Justiça do Trabalho não dessem resultado. Os 916 trabalhadores reivindicam a estabilidade de seus empregos no HC. A contratação é considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e uma decisão judicial obrigou o reitor Zaki Akel a exonerá-los em até 90 dias, a partir do último dia 20 de março.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público (Sinditest), Márcio Palmares, a luta ainda não acabou. Ele informa que estão planejando uma paralisação total de apenas 24 horas para o dia 15. A ação é para pressionar a Funpar e a Reitoria a incluir a cláusula de estabilidade no acordo coletivo de trabalho dos servidores, uma antiga promessa que nunca foi cumprida. "Isso seria uma garantia a mais para esses servidores, que seriam mantidos pela universidade até sua aposentadoria. Muitos deles estão em vias de se aposentar", explica Palmares.

Em informativo publicado pelo reitor na segunda-feira, ele garantiu que a cláusula será incluída. A medida é apoiada pelo MPT e pela Justiça do Trabalho. O procurador do trabalho Ricardo Bruel disse que a cláusula é uma saída administrativa possível para resolver o imbróglio dos servidores. Resta ainda que o juiz da 1ª Vara do Trabalho de Curitiba, Sandro Augusto de Souza, se pronuncie a favor da revogação da decisão judicial que obriga a exoneração dos servidores. Uma nova posição sobre o caso é esperada para a próxima segunda-feira.

Akel também emitiu, na última sexta, um pedido ao MPT e a Vara de Trabalho pela retirada da decisão. Ele alega, em um histórico traçado, que cumpriu parte de um acordo assinado entre as três partes em 2007 em que a universidade ficava incumbida de demitir 298 trabalhadores que realizavam atividades meio na instituição, e que a reposição de todos os servidores fundacionais seria feita via concurso público. O pedido alega que a UFPR cumpriu a sua parte do trato, mas que não pode contratar mais já que não há autorização para novos concursos públicos.

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