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Narcotráfico

Genro decide extraditar Abadía

Diário Oficial publica decisão do ministro. Traficante só deixa o país após a sanção de Lula

Tarso Genro autoriza entrega do traficante ao governo dos Estados Unidos | Fábio Pozzebom/ABr
Tarso Genro autoriza entrega do traficante ao governo dos Estados Unidos (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)
Abadía é apontado como mandante de 300 assassinatos na Colômbia e 15 nos EUA |

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Abadía é apontado como mandante de 300 assassinatos na Colômbia e 15 nos EUA

Brasília - O Diário Oficial da União trouxe na edição de ontem a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de expulsar do território nacional o megatraficante Juan Carlos Ramirez Abadía. Genro autorizou também a entrega de Abadía ao governo dos Estados Unidos. Entretanto, o megatraficante só irá embora após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A extradição já havia sido decidida pelo governo brasileiro no início de agosto. Segundo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, ele deverá ser extraditado dentro de uma semana.

Abadía foi preso no dia 7 de agosto do ano passado em um condomínio de luxo em Aldeia da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Ele é apontado pela Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas americana, como um dos maiores traficantes do mundo e um dos líderes do cartel do Norte do Vale, na Colômbia.

No Brasil, ele foi denunciado sob acusação de lavagem de dinheiro, uso de documento falso, formação de quadrilha e corrupção ativa. O colombiano teria fugido para o Brasil em 2004 após o pedido de extradição formulado pelos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, Abadía é acusado de traficar drogas no Colorado e em um dos distritos de Nova Iorque e, como líder do cartel, teria enviado mil toneladas de cocaína para aquele país. Ele ainda é acusado de ordenar 315 assassinatos – 300 na Colômbia e 15 nos EUA.

Em março deste ano, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já havia autorizado a extradição.

Isolado

O traficante está no regime disciplinar diferenciado (RDD), na penitenciária federal de Campo Grande (MS), mesmo regime imposto a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

O regime prevê isolamento total em relação aos outros presos – os banhos de sol são feitos em celas individuais, por meio de um solar. As saídas das celas só ocorrem durante visitas semanais de parentes e encontros com advogados. Não há visita íntima quinzenal.

Abadía e Beira-Mar são acusados de envolvimento em um esquema de extorsão e seqüestros de autoridades de Mato Grosso do Sul e de outros estados, desarticulado pela chamada Operação X, da Polícia Federal.

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