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Curitiba

Golpes aplicados por estelionatários no Centro aumentam, diz polícia

Bandidos recorrem principalmente ao "golpe do paco" e ao "golpe do bilhete premiado", segundo o delegado

Maço de dinheiro falso apreendido nesta segunda-feira (26) pela polícia | Felippe Aníbal/ Agência de Notícias Gazeta do Povo
Maço de dinheiro falso apreendido nesta segunda-feira (26) pela polícia (Foto: Felippe Aníbal/ Agência de Notícias Gazeta do Povo)

O 1º Distrito Policial (DP) alertou, em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (26), que os casos de golpes aplicados por estelionatários no Centro de Curitiba aumentaram em setembro. Segundo o delegado Vinícius Borges Martins, os golpistas recorrem principalmente a dois artifícios: o chamado "golpe do paco" e o "golpe do bilhete premiado". "Não temos uma estatística precisa, mas podemos afirmar que estas práticas aumentaram muito na região central. Por isso, optamos por fazer esta orientação", disse o delegado.

No golpe do paco, o estelionatário usa um pacote de papel, simulando se tratar de vários maços de dinheiro. O golpista se apresenta à vítima, dizendo que a pessoa deixou cair o pacote. Após envolver a pessoa na conversa, o criminoso pede uma recompensa por devolver o "dinheiro".

Nesta segunda-feira, o 1º DP prendeu em flagrante Adélio Costa, de 46 anos, quando ele tentava aplicar o golpe em um jovem no Centro. Detido pela terceira vez pelo mesmo crime, Costa explica porque o truque ainda encontra vítimas. "Enquanto houver gente querendo tirar vantagem, vai ter malandro aplicando esse golpe. A vítima é tão criminosa quando o 171 [gíria para estelionatário], porque ia pegar um dinheiro que não é dela", disse o acusado.

No outro artifício usado pelos bandidos, o golpista diz que a vítima derrubou um bilhete de loteria que, por coincidência, estaria premiado. O estelionatário também pede recompensa para entregar a cartela. "Em outra variante, o criminoso envolve a vítima, dizendo que tem um bilhete premiado, até conseguir vendê-lo", explica o delegado.

Os valores variam, mas segundo o delegado, os estelionatários estão conseguindo levantar cada vez mais dinheiro com os golpes. Em um caso registrado neste mês, uma mulher transferiu R$ 100 mil para a conta do estelionatário. "Por meio de bloqueio judicial, conseguimos recuperar R$ 75 mil, mas o prejuízo da vítima foi enorme", avalia o delegado. Em outro caso, um homem pagou R$ 45 mil pelo suposto prêmio.

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