Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Saúde

Governo anuncia liberação de R$ 2 bi e culpa estados

Brasília – O governo confirmou ontem a liberação de R$ 2 bilhões a mais para o Ministério da Saúde usar no reajuste das tabelas do SUS em 2007 e culpou os estados pela atual crise no setor. Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Fazenda, Guido Mantega, aproveitaram o anúncio para distribuir uma lista na qual acusam 19 governos estaduais de não cumprirem o piso constitucional de aplicação de recursos na saúde.

Pela Constituição, os estados devem aplicar 12% das suas receitas tributárias em ações e programas de saúde pública. Nos relatórios que encaminham ao Tesouro Nacional, a maioria dos estados declara estar cumprindo esse piso, mas o Ministério da Saúde refez os cálculos, expurgando despesas que não são típicas de saúde, e descobriu que faltam R$ 5,7 bilhões para chegar ao mínimo constitucional.

"Se os estados cumprissem a Emenda Constitucional n.º 29, a situação da saúde seria menos dramática", desabafou Mantega. De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde, o estado em pior situação é o Rio Grande do Sul, que teria aplicado em saúde apenas 4,99% de sua receita em 2005, seguido por Minas, com um índice revisado de 6,87%. São Paulo também aparece na lista negra, mas por muito pouco: 11,69%.

Segundo Temporão, uma das medidas que o governo estuda adotar no âmbito do que chama de PAC da saúde é regulamentar a definição das despesas que os estados podem contabilizar dentro do piso. "A medida mais drástica é chamar os estados e municípios a sua responsabilidade", disse o ministro da Saúde.

Emergencialmente, a equipe econômica aceitou antecipar um desembolso de R$ 2 bilhões que, segundo Mantega, estava programada para ocorrer apenas no fim do ano e que será transferido aos governos estaduais e prefeituras. Na semana passada, quando Temporão anunciou a liberação da verba, o ministro da Fazenda chegou a negar. Ontem argumentou que a decisão ainda não estava fechada naquele momento.

"Estamos apenas antecipando os recursos para cumprimento da emenda constitucional", disse o ministro, referindo-se à regra que vale para a União. Ao contrário dos estados e municípios, o piso de gasto da União não está vinculado às suas receitas, mas ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.