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Educação

Governo pune 57 cursos de medicina por nota baixa no Enamed; quatro são federais

Os dados são do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, que avaliou 350 cursos de Medicina do Brasil
Os dados são do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, que avaliou 350 cursos de Medicina do Brasil. (Foto: Unsplash)

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O Ministério da Educação decidiu punir 57 cursos de medicina em todo o país após desempenho considerado insuficiente no Enamed 2025, exame que avalia a formação médica no Brasil. A medida, publicada na terça (17) no Diário Oficial da União (DOU), atinge principalmente instituições privadas, mas também alcança quatro universidades federais.

Do total de cursos penalizados, 53 pertencem à rede privada e apenas quatro são federais, todos com notas 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. O Enamed, realizado pela primeira vez em 2025, estabelece 60 pontos como mínimo para proficiência, e os cursos foram punidos conforme o percentual de concluintes que atingiram esse nível.

A decisão gerou reação do setor privado de ensino superior, que criticou a padronização das sanções. Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) afirmou que a medida “gera insegurança jurídica e compromete a previsibilidade regulatória do setor”, apontando falta de critérios normativos mais claros na aplicação das punições.

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Das universidades federais que entraram na lista de desempenho ruim, a Universidade Federal do Pará (UFPA) recebeu conceito 1, e outras três tiveram nota 2 – as federais do Maranhão (UFMA), Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) (veja na íntegra) . Como consequência, terão redução de 50% nas vagas e ficam impedidas de ampliar a oferta de cursos.

Já entre as privadas, sete graduações obtiveram conceito 1 e menos de 30% de alunos proficientes. Com isso, estão proibidas de abrir novas vagas, o que representa a sanção mais dura aplicada pelo MEC. Entre elas estão unidades da Universidade Estácio de Sá (RJ), Unilago (SP), Centro Universitário de Adamantina (SP) e outras instituições espalhadas por diferentes estados do país (veja na íntegra).

Outros 12 cursos com nota 1 e desempenho um pouco melhor, entre 30% e 40% de alunos proficientes, sofrerão corte de metade das vagas disponíveis. A lista inclui instituições conhecidas em diferentes regiões, como Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Brasil e São Leopoldo Mandic, além de unidades ligadas a grandes grupos educacionais (veja na íntegra).

A maior parte das punições, porém, recai sobre 34 cursos que obtiveram conceito 2, com índice de proficiência entre 40% e 50%. Essas instituições terão redução de 25% nas matrículas (veja na íntegra), atingindo universidades e faculdades vinculadas a grupos como Ânima, Ser Educacional, Afya, Yduqs, Cogna e Vitru, além de diversas instituições independentes.

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Além das restrições de vagas, todos os cursos privados com desempenho insatisfatório perderam acesso a programas federais de financiamento e bolsas. Eles ficam impedidos de firmar novos contratos com o Fies e também deixam de participar do ProUni, o que pode impactar diretamente o acesso de estudantes de baixa renda.

As instituições terão prazo de 30 dias para recorrer das medidas cautelares impostas pelo MEC. As punições permanecem em vigor até a próxima edição do Enamed, prevista para outubro de 2026, quando os cursos poderão ser reavaliados.

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