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Chuva

Granizo destelha 3 mil casas em Reserva

Um terço das casas do município da Região dos Campos Gerais foi atingido pelo temporal de terça-feira. Cheia do Rio Iguaçu ameaça União da Vitória

José Rosnei Stlik, morador da Vila Lurdes: telhado furado e colchões úmidos | Josué Teixeira
José Rosnei Stlik, morador da Vila Lurdes: telhado furado e colchões úmidos (Foto: Josué Teixeira)

Um terço das residências de Reserva, nos Campos Gerais, foi danificado pelo temporal de granizo que caiu no início da noite de terça-feira. As pedras, algumas do tamanho de uma bola de tênis, furaram telhados e quebraram vidros de carros. A Defesa Civil estima que 3 mil do total de 8.956 domícilios da cidade (dados do Censo 2010) foram atingidos e receberam lona. Em todo o Paraná, 13.374 pessoas foram afetadas pela chuva de granizo entre segunda e terça-feira.A Defesa Civil montou uma base de atendimento no município, com participação de bombeiros de toda a região. Segundo o capitão Rivelto Scokolowski, 12 mil pessoas foram prejudicadas pelo temporal, mas não houve desabrigados. Cinco pessoas se feriram ao cair dos telhados durante o conserto dos imóveis e duas delas precisaram ficar internadas.

Ontem, foi dia de trocar as telhas furadas pelo granizo. Mas o material começou a faltar na cidade no final da manhã. As pessoas com maior poder aquisitivo foram a Ponta Grossa e Telêmaco Borba comprar folhas de zinco. Já a prefeitura espera um carregamento de Paranaguá para atender as famílias carentes. "Não conseguimos comprar na região porque eles trabalham com estoques pequenos", diz o prefeito Frederico Bittencourt (PMDB), que decretou ontem situação de emergência.

"Por enquanto eu estou só com lona", diz a diarista Cenir Aparecida Rosa, moradora do Jardim Paraná, onde a maioria das residências perdeu o teto por causa do granizo. Segundo o prefeito, foram gastos R$ 56 mil em telhas e R$ 60 mil em lonas. A Defesa Civil do estado também contribuiu com a entrega de 60 mil metros de lona.

José Rosnei Stlik, morador da Vila Lurdes, conseguiu um pedaço de lona. Ele estava em casa com a esposa e os dois filhos no momento do temporal. "Dormimos na sala em colchões úmidos", afirmou. Os dois quartos foram alagados com a destruição do telhado. Até prédios públicos foram danificados. A Clínica da Mulher, que atende 30 pessoas por dia, paralisou o atendimento por tempo indeterminado porque o temporal queimou computadores, molhou documentos, exames e equipamentos.

A cheia no Rio Iguaçu ameaça a cidade de União da Vitória, no Sudeste do estado. Apesar de a chuva ter parado ontem, o tempo instável na região de Curitiba favorece a cheia do Iguaçu, que passa pela cidade, e pode provocar alagamentos. Segundo a Defesa Civil, oito municípios do Sudoeste, além de Reserva, nos Campos Gerais, e São João do Triunfo, no Sul, totalizaram 3.319 residências danificadas e 13.374 pessoas afetadas.

Rio Grande do Sul

Dezenove cidades do Rio Grande do Sul decretaram situação de emergência devido aos temporais dos últimos dias no Estado. Cerca de 4,1 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por causa dos alagamentos e de estragos causados pelos ventos. Um dos municípios mais atingidos é São Sebastião do Caí (a 59 km de Porto Alegre), com 500 desabrigados. A cidade vem enfrentando problemas em sequência com as chuvas no último mês e já havia decretado situação de emergência.

Em Estrela (a 107 km de Porto Alegre), três pessoas morreram quando o carro em que estavam não conseguiu atravessar uma ponte na região rural e foi arrastado pelas águas.

No norte gaúcho, os prejuízos foram causados principalmente por ventos de até 100 km/h e pela tempestade de granizo na terça-feira. Segundo a Defesa Civil do Estado, 4.000 casas foram danificadas em todo o território gaúcho.

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