Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Paralisação

Greve pode adiar retorno das aulas na UFPR no segundo semestre

As aulas estão previstas para serem retomadas em 1º. de agosto, mas pode ser que as atividades do segundo semestre tenham de ser adiadas

O calendário acadêmico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) poderá sofrer alterações por causa da greve dos servidores técnico-administrativos. O Centro de Computação Eletrônica (CCE), localizado no campus Centro Politécnico, foi fechado e lacrado pelos grevistas na manhã desta quarta-feira (20).

Parte dos servidores desse setor - que também é responsável pelas matrículas online - já tinha aderido à greve, porém, alguns ainda estavam trabalhando até essa quarta-feira.

As aulas estão previstas para serem retomadas em 1º de agosto, mas pode ser que as atividades do segundo semestre tenham de ser adiadas.

O período de matrículas por meio do site da UFPR seria entre 11 e 15 de julho, o que não foi feito por causa da paralisação. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, normalmente, os técnicos do CCE disponibilizam um página no site da Universidade Federal, mas isso não foi feito para o segundo semestre.

Uma alternativa poderá ser a matrícula feita manualmente. Nesse caso o procedimento seria feito na primeira semana de aulas nas coordenações dos cursos. A assessoria de imprensa da UFPR informou que a instituição estuda as duas possibilidades, mas ainda não foi definido qual será adotada.

Em nota aos estudantes da Universidade divulgada no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), o comando de greve disse que tem ciência dos problemas causados aos alunos com a interrupção nas atividades. "Entretanto, a greve é a única ferramenta de que dispomos", diz a nota.

Os servidores da Universidade Federal do Paraná, do Hospital de Clínicas e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em 15 de junho.

Ato na Reitoria

O prédio da Reitoria poderá ser ocupado nesta quinta-feira (21) em um ato dos servidores técnico-administrativos que estão em greve. Uma assembleia será realizada no RU Central, às 8 horas, e nela será definido como será feita a ocupação.

Greve no HC

A coleta ambulatorial está suspensa desde 27 de junho. Apenas casos de emergência, como o de pacientes transplantados e da quimioterapia, recebem atendimento. A estimativa é de que 250 coletas deixaram de ser realizadas em cada dia.

O pronto-atendimento do Hospital de Clínicas não recebe novos pacientes desde 16 de junho. Um comunicado foi enviado pelo hospital à Secretaria Municipal da Saúde, em 17 de junho, solicitando que os novos pacientes fossem encaminhados para outros hospitais. O atendimento para quem já estava internado no HC e casos de urgência não foi afetado.

Exames de raio x deixaram de ser feitos no Hospital de Clínicas, em Curitiba, desde segunda-feira (18). A falta dos exames de raio x ocasionou o cancelamento de consultas no setor de ortopedia.

Greve na UFPR

Além dos funcionários do HC, outros servidores da UFPR estão parados. Os funcionários do setor de contabilidade e finanças aderiram à greve na primeira semana de julho, o que provocou a suspensão das rematrículas, pagamentos de obras, serviços contratados pela instituição e licitações.

De acordo com o Sinditest, o segundo semestre de 2011 pode ser prejudicado na UFPR, já que o atraso no trabalho deve afetar todo o planejamento da universidade. As rematrículas, que deveriam ser realizadas até a semana passada, estão suspensas enquanto a greve não terminar.

A Reitoria da UFPR entregou uma carta aos grevistas dizendo que "o retorno às conversações é vital para a retomada do processo de negociação". O documento também deixou claro que a prioridade da instituição é um entendimento da pauta nacional, que engloba a mobilização de diversas universidades do país.

Para os servidores, a carta não apresentava resoluções concretas, assim como a reunião com o reitor realizada na última segunda-feira (11), e por isso eles decidiram seguir com a paralisação na última quinta-feira (14).

Reivindicações no Paraná

Os servidores querem a reabertura de 130 leitos no HC, que teriam sido fechados por falta de pessoal. Além disso, os técnicos administrativos pedem que o governo federal estabeleça e coloque em prática um plano de cargos e salários para a categoria.

Outra reivindicação é o aumento do piso salarial de R$ 1.034 para R$ 1.635, o equivalente a três salários mínimos, e o aumento de benefícios como o vale-alimentação, além da correção de distorções.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.