Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Cidade em transe

Grupo protesta para evitar mudanças

O diretor da Cohapar, Rafael Greca de Macedo, já disse que candidataria a prefeito para salvar a Pracinha do Batel. A professora Cassiana Lacerda – pesquisadoras da cultura paranaense – também levantou sua voz pelo logradouro.

A vizinhança não fica atrás. Ontem mesmo, um grupo de aproximadamente 30 pessoas promoveu uma manifestação na praça. Teve até bandinha. Alguns dos manifestantes estavam com camisetas com a frase "Beto não atropele a nossa praça". "Concordo que há necessidade de mudanças no trânsito da região, mas sem passar por cima da história da cidade", defende Ely Dombroski, 55 anos e 30 de Batel. O dono da banca estabelecida há 38 anos na praça, Ingomar Heidorn, também é contrário à mudança: "Não saio da praça, meu ganha-pão está aqui", enfatiza.

Entre muitos moradores da região, porém, a morte anunciada da pracinha parece não causar tanta impressão. A geração apartamento tem botado a cabeça de fora e pedido a revitalização da Avenida do Batel. Entenda-se calçamento novo, arborização e, por que não, mão-única. "Não tem muito morador, mas é uma região histórica", diz o engenheiro Paulo Nascimento, 60 anos, presidente da Associação dos Condomínios do Batel. "Não dá para achar que só a prefeitura tem de resolver tudo. Todo mundo virou urbanista", brinca.

A operação tem diagnóstico: conter o avanço dos carros. Do alto dos prédios dá para ver o tamanho do estrago. A associação presidida por Paulo reúne 210 prédios. Ao todo, na região do Batel, Água Verde, Seminário e Bigorrilho são 780 condomínios, 10% de toda a cidade. "Um único evento no Parque Barigüi mobilizou 200 mil carros. Dá para imaginar como isso aqui ficou?", pergunta Paulo. (JCF)

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.